Nacional

MST muda tática e acampa próximo a fazendas no Paraná

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Londrina - O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mudou de tática no Paraná e, em vez de invadir, acampou ontem próximo a três fazendas. A nova tática consiste em armar acampamentos ao lado das propriedades, sem invadi-las.

Os sem-terra acamparam na fazenda Porta do Céu, em Florestópolis (norte do PR), de 1,8 mil hectares e de propriedade do grupo Atala, e nas fazendas Guairacá, de 5,8 mil hectares, e Pininga, 1,4 mil hectares. Estas duas ficam no distrito de Lerroville, em Londrina (378 quilômetros de Curitiba). Segundo o MST, 190 famílias participaram da ação.

Em nota, a superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Paraná informou que as duas fazendas em Lerroville estão em processo de aquisição para fins de reforma agrária. Segundo a nota, no dia 18 último foram feitas duas audiências públicas para a “aquisição dessas duas áreas”.

A meta do Incra é instalar 570 famílias na fazenda Guairacá e outras 130 famílias na Pininga. Mas na nota oficial admite que estuda a possibilidade de aumentar o número de assentados nessas áreas, que são de terras férteis e próximas a grandes centros urbanos.

O coordenador do MST no Paraná, José Damasceno, disse que a decisão de acampar ao lado das propriedades, e não invadi-las, se deu pelo fato de o Incra, no Estado, estar negociando as propriedades.

A PM de Londrina informou que mantém equipes de policiais acompanhando a movimentação dos sem-terra tanto nas três propriedades. Segundo o serviço de Relações Públicas da PM de Londrina, até a tarde de ontem não haviam sido registrados incidentes nas áreas.

Segundo o MST, cerca de 70 famílias estão acampadas ao lado da fazenda do grupo Atala, em Florestópolis (442 quilômetros de Curitiba). Uma fazenda do grupo foi invadida em outubro do ano passado, em Porecatu (454 quilômetros de Curitiba).

O grupo Atala deve ingressar na Justiça com pedido de interdito proibitório para a área de Florestópolis ainda nesta semana. O interdito proibitório é um recurso jurídico que impede invasões, caso seja concedido pela Justiça.

Comentários

Comentários