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Faculdade de Ciências da Unesp organiza programação na segunda para coibir trote


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A Faculdade de Ciências (FC) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Bauru está preparada para a recepção dos cerca de 400 calouros que acontece na próxima segunda-feira. Durante todo o mês de março, estão programadas atividades para dar as boas-vindas aos novos alunos e, concomitantemente, evitar a realização de trotes violentos.

Como alternativa às práticas constrangedoras e humilhantes, a Comissão de Recepção de Alunos Ingressantes (Crai) da FC irá oferecer uma programação de integração, já a partir do primeiro dia de aulas, com acolhida dos alunos ingressantes pelos coordenadores de curso. “Nesta atividade inicial, muitas dúvidas são esclarecidas sobre o curso, sua estrutura, localização de salas de aulas e laboratórios, dentre outras questões, além de distribuição do ‘kit calouro’, composto de brindes, folders e informações relevantes para o aluno iniciante”, informa o presidente do Crai e vice-diretor da FC, João Pedro Albino.

Outra atividade a ser desenvolvida será a Aula Magna, em que serão apresentados aspectos relevantes sobre a unidade. Também serão realizadas palestras, conforme os temas da programação, que pode ser conferida no site http://www.fc.unesp.br.

Repetindo atividades que foram bem sucedidas em anos anteriores, como ações de conscientização ambiental, o plantio de árvores novamente será realizado neste ano. Uma gincana que será desenvolvida em conjunto com a Atlética da Unesp promete muitas surpresas aos novos alunos.

Dinâmica e gincana

No dia 12, o Departamento de Psicologia já tem uma dinâmica de grupo programada com os calouros. Na semana seguinte, eles também receberão um livro de informações importantes para a vida dentro da universidade como legislação acadêmica, estágios e bolsas, além de serviços e lazer oferecidos pela cidade.

Somadas às atividades já programadas, ainda durante o semestre acontece vacinação na Unidade de Atendimento Médico, Odontológico e Social (Unamos), campanha para doação de sangue e visitas orientadas à biblioteca do câmpus.

“Desta forma, a vice-diretoria espera oferecer alternativas aos alunos, atividades que não são o trote e nem relacionados a ele. Os alunos ingressantes devem realmente receber as boas vindas no ambiente universitário, com conscientização e não violência”, comenta Albino.

Ele destaca que a discussão sobre como combater os trotes na universidade, neste ano, foi iniciada em novembro de 2008 pela Crai, entidade composta por coordenadores de curso e representantes discentes, além de membros da Seção de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Saepe).

“Trabalhamos para conscientizar os alunos ‘veteranos’ de que o trote, como normalmente é realizado nas escolas de nível superior no país, podem desandar para situações em que a violência e o constrangimento podem acontecer, ao invés de uma integração do aluno ingressante” ressalta.

O vice-diretor lembra que, recentemente, em um dos câmpus da Unesp, um aluno veterano foi expulso, além de outros três terem sido suspensos por prática de trote violento. As ações da Crai, que têm sido empregadas para evitar conseqüências extremas como esta, atende legislação específica da Unesp e a Lei Estadual nº 10.454, de 20 de dezembro de 1999.

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