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Campanha pede apoio contra pichadores

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 2 min

Pichação é crime. Esse é o foco da campanha coordenada pelo Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Bauru Centro-Sul que visa alertar e conscientizar a sociedade sobre a importância de denunciar grupos de pichadores. A partir de hoje, 50 mil panfletos informativos serão distribuídos na cidade com os telefones da Polícia Civil e Polícia Militar para denúncia - esta edição do JC traz milhares de panfletos encartados.

Segundo o presidente do Conseg Centro-Sul, Olavo Pelegrina Júnior, o objetivo da iniciativa é mostrar que a pichação não é arte. “Pichar é um crime grave. Se o pichador for menor de idade, pode ser internado na antiga Febem. Caso seja maior, a punição pode ser até um ano de detenção”, explica Pelegrina. “Além disso, se a pessoa for pega em grupo, é considerado formação de quadrilha e a punição pode chegar a 3 anos de reclusão”, acrescenta.

Além disso, a campanha quer atingir os pais, que muitas vezes se encontram desatentos à situação dos filhos. “Por isso é sempre bom observar se os filhos têm lata de tinta, rolinhos de pincel, para atuar na prevenção, punir os filhos antes que o caso chegue até a polícia”, explica o presidente.

O 1.º secretário do Conseg Centro-Sul, Pellegrino Bacci Neto, conta que Bauru é conhecida como uma cidade suja entre os municípios da região e que essa poluição visual afasta investidores. “Quem presenciar o ato de pichação ou souber de alguma informação, denuncie. Não podemos aceitar uma cidade suja, não apenas pela questão estética, mas a sujeira afasta investidores. E acredito que todos nós queremos que Bauru cresça, que tenha mais empregos, que se desenvolva”, afirma Bacci.

A iniciativa conta com o apoio do Jornal da Cidade, Polícia Civil, Polícia Militar, Conselho Tutelar, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entre outros. “Chegamos ao limite. Temos parques como o Vitória Régia e prédios que são marca de Bauru, vandalizados. Precisamos dar um basta nisso”, assegura o 1º secretário.

Além da distribuição dos panfletos informativos em veículos de comunicação, eles serão distribuídos em pontos de grande movimento e em residências. A campanha também vai chegar aos estudantes, por meio da OAB que vai levar o tema pichação para as escolas com palestras.

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