Wellington Rosa era um rapaz sonhador e procurava um emprego fixo. Segundo a mãe, o filho queria melhorar de vida. Depois de trabalhar na fiscalização de pragas nos laranjais da região, o rapaz procurava emprego. Nesta semana, Wellington entregaria o currículo a uma empresa do setor metalúrgico, onde trabalha o irmão gêmeo.
Com o primeiro ano do ensino médio terminado, o jovem estava focado em trabalhar. “Ele era muito sonhador, queria trabalhar, estudar, ter uma casa, uma família e filhos”, conta a mãe.
Apaixonado por motos e vaidoso, o rapaz era muito querido na cidade, além de ter uma infinidade de amigos. Algumas provas da amizade ficaram expressas no velório e nas mensagens enviadas no site de relacionamentos de Wellington, o orkut. “Ele era namorador e tinha muitos amigos. Era bom filho, trabalhador e ajudava em casa quando não estava trabalhando. Era carinhoso comigo, com os irmãos e até com o pai”, revela a mãe.
Evangélico, Wellington tocava na igreja e jogava futebol nos finais de semana. Também participava do Programa Escola da Família e do projeto “Jovens contra o crime”.
Recentemente, o rapaz estava um pouco desiludido com um namoro que não deu certo e passou a fumar. Apaixonado pelo hip-hop, Wellington era querido na cidade.
O mesmo afirma o irmão gêmeo, considerado mais recatado. “Éramos muito juntos desde pequenos. A gente jogava bola e estava quase sempre junto”, relata William. Está todo mundo muito chocado”, conta a mãe.
O pai José Florentino, acusado pelo crime, não se apresentou ontem na delegacia de Pirajuí.Ainda continuava foragido.