‘Em “seminário” patrocinado pela “Revista Veja”, surgiram 40 propostas dignas de serem difundidas, pelo seu conteúdo sério e de um princípio cívico alentador. Idéias perfeitamente viáveis, sobre problemas educacionais, saúde, segurança, transporte, meio ambiente e economia. Além de outros conceitos de especial interesse ao grupo social, como elememtos primordiais; numa tentativa de se consolidar no Brasil a verdadeira democracia. Isto feito, visando naturalmente expurgar essa falsa, essa caricata, essa mascarada e debilóide aristocracia que vem servindo de “capa de velhaco”aos defensores do radicalismo político social.
As propostas, pelo seu conteúdo, são ótimas, são maravilhosas. Surge contudo um entrave! De que maneira implementá-las? A cúpula talvez até se disponha aceitá-la. Isto naturalmente negando-se permitir sejam seus interesses precípuos cerceados ! Daí a volta ao “status quo” da indignidade! Isto porque o Brasil na atualidade, administrativamente, é uma ameaçadora incôngnita. Nossa organização política continua, como sempre, um “saco de gato”.
Não temos condições de citar números; cremos, contudo, vigore no país perto de uma centena de partidos políticos. Verdadeira aberração! O pior é que, embora fale-se muito em democracia, a maioria desses ditos partidos tendem para um extremo e disfarçado radicalismo. Está claro que a finalidade não é a administração da nação! Por traz do reposteiro, surge um alinhamento ao “poder”, baseado no sistema “dá lá, toma cá”!. A falta de civismo é afrontosamente total.
O que menos interessa aos tais grupos são os direitos dos cidadãos, da sociedade, da nação brasileira . Nossos políticos voltaram a usar aquela expressão em voga há quatro décadas atrás:- Não importa que a mula manque; o que eu quero é rosetar!
Essa situação econômica absurdamente diferenciada e imposta entre administração e os grupos sociais mais modestos não representa em parte alguma do Universo a imagem de um poder austéro e digno, que conhecemos como “Democracia”! Cremos seja talvez um arremedo aristocrático, onde nem sempre a justiça impera. Daí seria bom lembrarmos a essa “grei”:- “Onde falha a justiça, eclode o descontentamento, falece a fraternidade e a compreensão; emerge o caos social! É isto, senhores políticos, que “Suas Excelências” desejam ao Brasil e ao povo?
Áureo Corrêa de Souza