O atendimento de emergência realizado a três detentos do Instituto Penal Agrícola (IPA), dois atropelamentos e o atraso de alguns médicos aumentaram o tempo de espera dos usuários do Pronto-Socorro Central (PSC) e Pronto-Atendimento Infantil (PAI). Na unidade de atendimento a crianças, mais de 50 meninos e meninas aguardavam há horas a consulta com pediatras. O plantão noturno das unidades começam às 19h. Dois médicos do PAI chegaram depois das 20h.
A dona de casa Eliane Ribeiro, 22 anos, levou seu filho Werik, de 1 ano, ao PAI às 16h. “Viemos lá da Pousada da Esperança porque ele está com diarréia. Já são 20h e eu já troquei a fralda dele três vezes e nem previsão de atendimento”, reclamava.
A comerciária Maria Cecília Pereira, 30 anos, chegou com seu filho Vítor Parenquini dos Santos, 10 anos, às 16h e também não tinha sido atendida quase quatro horas depois. “Quando fizemos a ficha, disseram que havia duas emergências - uma criança atropelada e um caso de convulsão - e apenas uma médica para atender”, conta.
Carla da Silva , 28 anos, tinha apenas que levar a sobrinha, Waleska da Silva Gomes, 1 ano, para um exame de raio-x. “Nós já temos a guia do posto de saúde. Estou com o encaminhamento, mas até agora nada”, diz. Com suspeita de pneumonia, a menina estava com tia já há três horas esperando o atendimento.
No PSC a situação não era diferente. Moradora do Jardim Eldorado, ela acompanhava a mãe, que ainda não tinha sido atendida. “Já estamos há mais de três horas aqui e parece que não vai. Foi um entra-e-sai de ambulância, casos de emergência, mas ninguém avisa que isso pode demorar o atendimento”, criticou.
A dona de casa Rosiane Dávila Stevanin, moradora do Jardim Bela Vista, não escondia a frustração. Eram 12h15 quando procurou o PSC para o atendimento de sua irmã, que sofre de problemas psiquiátricos. “Deram um remédio e ela dormiu. Mas acordou e começou a dar trabalho para todo mundo lá dentro. Pedi que dessem mais medicação, mas mandaram eu sair. Já são mais de 19h30 e continuamos aqui”, lamenta.