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JC na Escola atenderá 150 mil estudantes de Bauru e região neste ano

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 4 min

Facilitar o acesso à informação, incentivar a leitura e contribuir na formação de cidadãos com visão crítica. Esse é o objetivo do programa JC na Escola, que deve atender mais de 150 mil estudantes de Bauru e região em 2009. Criado há sete anos, pelo Grupo Cidade, esta edição tem projetos novos. Entre eles, a produção de um documentário e de um livro pelos estudantes e que participem de encontro com os vereadores.

Na última segunda-feira, parceiros do JC na Escola se reuniram com o coordenador da iniciativa, Sérgio Purini, no JC, para acertar os detalhes das novidades. Até novembro, os estudantes poderão participar de diferentes atividades do programa. “Além de continuarmos com o uso do jornal como ferramenta pedagógica em sala de aula, queremos agregar valores ao programa. Visamos facilitar o acesso à informação, além da formação de cidadania”, explica Purini. “Um dos projetos que temos parceria é com a Feira do Livro Infantil. Por meio dela, colocamos a criança em contato não apenas com as publicações, mas também com os autores dos livros. Além disso, este ano vamos motivar os estudantes a escreverem um livro. Sempre procuramos algo novo, mas sem fugir da base do JC na Escola”, acrescenta.

Em sua 9ª edição, a Feira do Livro Infantil, além de promover o acesso à leitura e aos livros, tem uma ampla programação para as crianças que inclui teatro, oficinas e encontros com os autores. “Essa é a sexta vez que estou à frente da coordenação da feira, que cresce a cada ano. Queremos que essas crianças encontrem prazer ao ler e o encontro com os autores dos livros é um meio para isso. Assim, ela fica sabendo como foi toda a produção da publicação”, explica a diretora da divisão de bibliotecas, Elizete Maria Barro.

Outra novidades do JC na Escola é a participação da Federação Brasileira de Associação de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (Febab). Criada há 50 anos, a Febab atua no incentivo à leitura. “Queremos difundir o conhecimento e por meio da parceria com o programa estamos agregando valores ao nosso trabalho. Visamos ensinar os estudantes a fazerem uso inteligente das novas tecnologias”, conta a vice-presidente da Febab, Regina Belluzzo. “O JC na Escola é um programa voltado à inclusão social e a criação de pessoas com uma leitura crítica de mundo. Neste aspecto é que a Febab quer trabalhar”, complementa.

Para a supervisora de ensino da Diretoria de Ensino de Jaú, Maria José Polli Ferreira, o JC na Escola colabora com o trabalho que já é realizado por cerca de 54 escolas da cidade, que visam a formação de leitores críticos da comunidade e do mundo em que vivem. “A iniciativa só tende a enriquecer o trabalho que já realizamos”, afirma.

Diversidade

Pelo segundo ano consecutivo, o Museu Ferroviário é parceiro do JC na Escola. No ano em que completa 20 anos, participar do museu é especial. “Com esta parceria temos a possibilidade de trazer visitantes de Bauru e de toda a região. Esses estudantes vão entender a importância da ferrovia na história regional. Bauru tinha o maior entroncamento ferroviário da América Latina”, revela o chefe do museu, Valter Tomaz.

Se o JC na Escola contribui para a formação de jornalistas, professores, médicos, entre outros, por que não formar cientistas? Foi pensando nisso que este ano a iniciativa também firmou parceria com o projeto Sciencenet de Ciência e Cidadania. O coordenador do projeto, Luís Victorelli, conta que o objetivo é popularizar a ciência. “Temos um acervo de divulgação científica por meio de documentários e queremos ampliar essa exibição nas escolas. Só assim vamos motivar as crianças e os jovens a terem gosto pela ciência. Nossa idéia é popularizar, é tornar a ciência mais agradável, despertar a curiosidade deste público e, quem sabe, mais tarde formarmos grandes cientistas”, explica.

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Professores

Neste ano os professores podem contar com o apoio do site Artesanato Bauru e Região (www.artesana tobarurueregiao.com.br) para trabalhar o tema meio ambiente dentro das salas de aula. Por meio da parceria entre o JC na Escola e o divulgador e criador do site, Anibal Oliveira, os docentes têm à disposição todo o material pesquisado com artesãos que utilizam sucata para fazer bijuterias, sacolas, entre outros produtos. “Estudo o artesanato brasileiro há cinco anos, mas há um ano resolvi colocar todo o material na rede. Por meio do site, os professores vão poder inovar quando o assunto for preservação do meio ambiente”, finaliza Oliveira.

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