No Jornal da Cidade do dia 2/11/2008, li uma entrevista da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa, que se dedica a psicopatia. Em uma das perguntas, ela relata em sua resposta que “psicopatia é modo de ser”. Ela diz que existem vários tipos de psicopatia. “Existe uma delas que é do tipo possessivo, estes têm prazer em controlar e dominar.”
A mulher acha que é muito amada porque o homem morre de ciúmes dela. Quando ela percebe que metade das histórias que ele contou é mentira, começa em sua vida a fase do horror. Ele bate, humilha e isola a mulher (palavras dela), todo mundo já foi ou será vítima de um psicopata em diferentes níveis, assim ela diz. Achei muito interessante e há de se pensar muito sobre isso nesta data. Essa entrevista vem de encontro ao Dia Internacional da Mulher, principalmente aquelas que já sofreram agressões de seus companheiros.
Nunca se intimidem ou se envergonhem de denunciar um agressor. Não deixem passar impune, ainda que por um motivo ou opção qualquer, você decida voltar a viver com este agressor. Se você foi agredida, lembre-se que não foi só a dor física que esse “homem” te causou. Mas a dor da alma, a moral e a espiritual, estas nunca mais você resgatará. Essa dor não passa nunca.
Você sente pena desse homem e ele jamais se arrepende do que te causou, e o pior, refaz a vida dele e sai discursando que ele foi um inocente, injustiçado, e com certeza quem estiver ao seu lado, por conveniência “acreditará” nesse homem.
Não tenham pena de seu agressor, ele agiu com você sem piedade, sem respeito algum. Depois que um homem agride uma mulher ele perde o senso do respeito por essa mulher, eles podem até voltar a viver juntos, ela viverá com total submissão, mas ele jamais se punirá perante ela, pelo contrário, tratará de levar uma outra vida paralela até que o desdobramento da separação chegue. E com certeza chegará, porque para ele o objeto que você se transformou deixou de ser interessante para ele.
Deixo aqui meus respeitos às mulheres que já foram agredidas por estes seres chamados de “homem” e que reflitam mais ao não exercitarem o seu direito de defesa, a lei Maria da Penha está aí. “A mesma mão que deu um soco, hoje até embala uma criança.”
Walkíria Aparecida Soriano Lima - funcionária pública municipal