Brasília - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou na madrugada de ontem, por cinco votos a favor e dois contrários, o mandato do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e do vice dele, Luiz Porto (PPS), sob o argumento de que nas eleições de 2006 houve compra de votos e abuso de poder econômico e político, com uso da máquina do Estado. Cabe recurso.
A senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) disse ontem que o TSE fez justiça ao cassar o mandato do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT). Como a defesa do governador pode recorrer contra a decisão, Roseana disse que vai aguardar o julgamento final do caso antes de comemorar oficialmente a sua posse. Como segunda colocada na disputa com Lago, a senadora assumirá o governo do Estado se o tribunal mantiver a cassação.
“A Justiça fez justiça, devolveu o mandato que eu tinha ganho. Eu acho que está havendo um processo educativo, as pessoas estão valorizando mais a lei porque acreditam mais nela. Isso serve de exemplo para casos de abuso de poder e práticas que são coibidas dentro do possível”, afirmou.
Roseana disse que, apesar de tardia, a decisão do TSE restabelece o seu direito de assumir o governo do Estado. “Eu acho que a decisão é sempre bem-vinda em qualquer ocasião. Se fosse antes, seria melhor para o povo”, afirmou ao comentar que terá apenas dois anos de mandato se assumir o governo.
A prioridade da senadora no cargo será, segundo Roseana, cumprir os seus compromissos firmados durante sua campanha eleitoral. “Você não vai a uma campanha sem ter o que apresentar. E tenho experiência no governo do Estado. Mas vou pensar nisso depois”, afirmou.
Roseana se classificou como uma “mulher de luta” capaz de enfrentar os desafios que venha a enfrentar no cargo. “Sou taxada de vir de um oligarquia, sempre tive minhas ideias independentemente da minha família, mas sempre enfrentei preconceitos contra uma mulher. Mas sou uma pessoa de luta, não sou acomodada”, afirmou.
Com uma operação marcada para o final de março para a retirada de um aneurisma cerebral, Roseana disse que só vai assumir o governo do Estado depois que estiver recuperada fisicamente.