Submissão e dependência foram substituídas por imposição e auto-realização. Com um contínuo e significante progresso, conquistaram seu merecido espaço. Sim, as mulheres merecem congratulações. Com o árduo trabalho, as empresas subiram na plataforma de um salto de feminilidade notória. A política ganhou “glamour” e a liderança da família foi reforçada com uma boa dose de maquiagem.
À mesma medida que se realizavam profissional e pessoalmente, a mulher também teve significativa ascensão no campo de conteúdo erótico. A presença feminina em revistas crescia, enquanto a quantidade de roupa desaparecia. Impor respeito e esbanjar indecência parece um tanto contraditório. A esteira do tempo corre muito depressa. Então por que suar tanto para estampar uma revista se a maquiagem natural desaparece numa fração de segundo? Talvez seja porque não saibamos transformar segundos em horas. A conquista da mulher se tornou um paradoxo. E, verdade seja dita, competência e vulgaridade estão andando juntas nessa corrida cor-de-rosa. A feminilidade ganha vida e a ética e o conteúdo beiram a morte.
Thaíssa Honda, estudante