Internacional

Sudão descarta afastamento de presidente

Folhapress
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Cartun - O ditador sudanês, Omar al Bashir, fez discurso inflamado contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), sob aplausos de dezenas de milhares de apoiadores. Primeiro chefe de Estado em exercício a ter a prisão decretada pela corte criminal permanente, Bashir, 65 anos, dançou ao som de canções nacionalistas e acusou o TPI de servir a interesses imperialistas.

“Nós nos recusamos a nos ajoelhar diante do imperialismo e por isso o Sudão é alvo (do TPI). Só nos ajoelhamos diante de Deus”, disse Bashir, sob aplausos. Cartazes chamavam de criminosos o procurador do TPI, Luis Moreno-Ocampo, que pediu a prisão do ditador, concedida ontem. Bashir responde por sete acusações de crimes de guerra e contra a humanidades - o TPI rejeitou a acusação de genocídio.

O Sudão convocou diplomatas em Cartum para protestar contra o mandado de prisão. O governo expulsou do país 13 organizações humanitárias que atuavam em Darfur, sob alegação de que forneciam evidências ao TPI e de que não é mais possível garantir a segurança dos funcionários estrangeiros. A expulsão das ONGs causará “dano irreversível’’ aos mais de 4,7 milhões de sudaneses que dependem da ajuda humanitária em Darfur, afirmou o porta-voz do secretariado geral da ONU.

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