Nova York - Auditores que avaliam a situação da montadora americana General Motors (GM) levantaram “dívidas substanciais” sobre a capacidade da empresa de continuar suas operações e disseram que a empresa pode ter de recorrer à proteção do “Chapter 11”, o capítulo da legislação americana que regulamenta falências e concordatas. A informação consta de relatório encaminhado à SEC (Securities and Exchange Commission, o órgão regulador do mercado financeiro americano) e divulgado ontem.
“As perdas recorrentes da corporação com operações, déficits dos acionistas e a incapacidade de gerar fluxo suficiente de caixa para cumprir suas obrigações e sustentar suas operações levanta uma dúvida substancial quanto a sua capacidade de continuar”, diz o relatório preparado pela empresa Deloitte & Touche.
A GM tem até o dia 31 deste mês para obter assinaturas em acordos de concessões com credores e o UAW (United Auto Workers, principal sindicato do setor automobilístico americano), para mostrar ao governo que tem condições de continuar funcionando.