Nova York - Em cúpula na Casa Branca ontem, o presidente do EUA, Barack Obama, reafirmou com firmeza a intenção de reformar o sistema de saúde dos EUA até o fim do ano. Diante de 150 políticos, médicos e representantes do setor privado, disse não haver “discordância quanto ao fato de que todos os americanos devem ter planos de saúde acessíveis e de qualidade”. “A questão é como fazê-lo.”
Apesar do discurso, o presidente não ofereceu novas propostas concretas para expandir e baratear a cobertura pública de saúde. Preferiu transmitir esperança em um consenso que inclua os dois partidos e o setor privado para um processo “transparente e inclusivo”.
Para isso, porém, o governo terá de contornar uma divisão ideológica que opõe os que creem que a cobertura médica é um direito aos que creem que ela é responsabilidade pessoal.
Em época de crise financeira e déficit orçamentário recorde, o problema é urgente. O país deve gastar US$ 2,5 trilhões com saúde neste ano, ou US$ 8.160 por pessoa, estima o governo. Se nada mudar, em menos de uma década os EUA gastarão 20% do PIB com saúde.
“Se quisermos criar empregos e reconstruir nossa economia, teremos que baixar os custos da saúde neste ano, neste governo”, disse Obama.