No finalzinho do verão, Bauru bateu ontem novo recorde de temperatura neste ano. Às 15h35, o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) mediu 34,7 graus em sua estação meteorológica, que fica na sombra no câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp), uma região tradicionalmente mais fresca em função da área de mata preservada. A sensação térmica neste horário que varia dependendo da umidade relativa do ar e do vento, foi de 37 graus, de acordo com o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC).
Na estação da Cetesb de Bauru, que fica na Vila Falcão, região de poucas árvores e alto índice de pavimentação, a temperatura máxima foi de 35,7 graus, às 15h. Até então, a temperatura mais alta em Bauru neste ano era 34,2 graus, registrada anteontem. As esperadas pancadas de chuva no final da tarde não chegaram a Bauru - atingiram apenas a regiões sudoeste do Estado de São Paulo. Com isso, o calor seguiu noite adentrou e até poderá ter novo recorde hoje. A previsão do CPTEC para este sábado é de temperaturas oscilando entre 22 e 34 graus, com pancadas de chuva à tarde.
Alívio mesmo para o calor que chega a fritar ovo no asfalto deve chegar só amanhã. A previsão do CPTEC para o domingo é de temperaturas entre 24 e 29 graus, com 70% de probabilidade de pancadas de chuva no decorrer do dia. Dando um sinal de que o verão está no final - no próximo dia 20 começa oficialmente o outono – a previsão para até quinta-feira é de temperaturas mais amenas em comparação com as desta semana: as máximas do dia, sempre atingidas à tarde, não devem passar de 27 graus. E há previsão de pancadas de chuva para todos os dias.
Se a previsão se confirmar, vai contrapor ao calor desta semana. Desde domingo, em todos os dias a temperatura máxima em Bauru foi de 33 graus ou mais. E, para piorar, não choveu nenhuma gota.
Mas apesar da sensação de calor anormal, dados estatísticos do IPMet mostram que março é mesmo um mês quente em Bauru. Em 2007, por exemplo, a temperatura mais alta foi de 35,2 graus e, em 2005, 35,2 graus.
Só para efeito de comparação, nos últimos nove anos, a maior temperatura registrada em Bauru foi de 37,1 graus, em setembro de 2004. A segunda maior, 36,7 graus,foi em outubro de 2007. Mas mesmo na casa dos 34 graus, o calor é insuportável para a maioria dos bauruenses que têm de sair no sol entre meio-dia e 17h.
Para verificar a sensação do calor de lugares com grandes áreas pavimentadas e poucas árvores, o JC quebrou um ovo no asfalto da avenida Nações Unidas. Como não havia óleo, o ovo não fritou. Mas em cerca de 20 minutos, ficou todo enrugado e com aspecto de cozido.