Ser

Mulher busca retomar a deusa

Luciana la fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Nem sempre a autoridade masculina prevaleceu. O poder já foi exercido pela mulher numa época em que ela era considerada deusa. As características femininas foram sustentadas como sagradas até o matriarcado ser substituído pelo patriarcado. A partir de então, a mulher perde a qualidade de deusa e abandona atributos como flexibilidade, criatividade, afetividade e intuição.

Em poucas linhas, a longa trajetória foi reconstituída por Lourdes Pedretti. Instrutora da Escola de Artes das Deusas, ela trabalha para resgatar a essência feminina. “Estamos muito afastadas dela. Permanecemos apenas no superficial, que é fazer uma vez por semana unha e cabelo. Não que isso não seja importante, é importantíssimo. Mas a mulher hoje está muito rude”, comenta.

Como foi pisoteada no patriarcado, se distanciou de suas qualidades para tornar-se mais parecida com o homem e conseguir o respeito dele. “A tarefa da mulher hoje é resgatar o feminino. É resgatar a sensibilidade, capacidade de comunicação, de interagir com as pessoas e não competir”, explica. De acordo com ela, quando teve poder, a mulher nunca abusou dele.

“Ela usava esse poder com grande sabedoria. A mulher tem tudo hoje. Consegue exercer seus papéis femininos e também os masculinos. É muito mais flexível que o próprio homem. Essa é uma das suas grandes qualidades. Tem criatividade e é intuitiva. A intuição é um poder que a mulher tem. Quando existia o matriarcado, a mulher era vista como deusa, era extremamente respeitada”, avalia.

Na época, não se sabia por qual razão a mulher menstruava. sangrava e não morria. depois, ainda, gerava um outro ser, diz lourdes. “já o homem ia para a guerra, sangrava e morria. o patriarcado surge com as culturas judaicas e judaicas-romanas”, informa. a partir de então, a mulher se afasta de sua natureza e ela busca desenvolver a energia masculina. “a mulher é cooperativa, incentiva a cooperação entre elas, entre as pessoas, mas torna-se competitiva. ao tentar resgatar aquilo que perdeu, tenta competir com o masculino”, conclui.

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