Regional

Internos da Fundação Casa cursam Direito

Davi
| Tempo de leitura: 2 min

Iaras – Quatro adolescentes que cumpriram medida socioeducativa na unidade Casa “Madre Teresa de Calcutá”, em Iaras (90 quilômetros de Bauru), passaram no vestibular e dois estão matriculados em um curso de Direito na cidade de Botucatu. A conquista é resultado do processo de transformação que a Fundação Casa vem passando desde 2006 com o objetivo de acabar com as rebeliões e mudar completamente o atendimento socioeducativo no Estado de São Paulo.

Os jovens, que passaram no vestibular, estão em liberdade assistida (LA). Ou seja, moram com a família, trabalham, estudam e uma vez por mês comparecem a um posto de LA, onde têm atividades curriculares e sociais acompanhadas e orientadas.

Dois deles também já conseguiram emprego com carteira assinada. Um faz estágio em um escritório de advocacia e outro em uma oficina mecânica. Durante a noite eles cursam Direito. Como a faculdade é particular, quem vai pagar as mensalidades do curso são casais da Paróquia Santana, da Catedral de Botucatu.

“Isso é a verdadeira ajuda e incentivo que esses meninos precisam e a comunidade está dando um exemplo que deveria ser seguido por toda a sociedade”, comenta o padre Emerson Rogério Anizi, que é presidente do Instituto Associação de Apoio ao Desenvolvimento Social (Asas). A entidade participa da gestão compartilhada das unidades Casa de Iaras e busca a reinserção social dos adolescentes.

Enquanto cumpriam medida socioeducativa na Casa Iaras, os quatro adolescentes passaram pelas três fases do projeto pedagógico aplicado na unidade: acolhida, convivência e etapa de protagonismo social.

O pároco lembra que dentro do projeto de recuperação existem adolescentes que se destacam no campo profissional, no campo pedagógico e de disciplina. “Existe uma dificuldade muito grande para o retorno aos seus ambientes familiares. Então nós começamos um projeto - que não está ligado ao Estado e está em fase de experimentação em Botucatu - de oferecer para os adolescentes que têm este perfil pedagógico e profissionalizante para que ele faça a experiência concreta em uma mudança de vida”, comenta o religioso.

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