Bairros

Perigo de atropelamento é constante em rodovias

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 2 min

Portões trancados o dia todo e muita atenção sobre as crianças. Assim é a rotina dos moradores da rua Luís Pereira da Silva, paralela à rodovia Cezário José de Castilho, a conhecida Bauru-Iacanga.

“Moro aqui há dois anos e meio e já vi inúmeros acidentes com vítimas fatais”, diz o autônomo Antônio de Pádua Vieira. A preocupação é tanta que os portões da casa dele ficam sempre trancados, mas não por medo de ladrão, como na maioria das residências da cidade, mas sim pela preocupação com as crianças da casa. “Tenho muito medo de acontecer algum acidente. Tinha oito cachorros em casa e seis morreram atropelados”, relata.

De portões fechados também fica a casa do eletricista automotivo Marcelo Dias. Ele mora há apenas uma semana na rua, mas já percebeu os perigos que rondam o lugar. Segundo ele, sua filha vai para a escola, e no resto do tempo, fica brincando no quintal da casa, que é grande, e com o cadeado no portão. “Não é bom facilitar e brincar com a sorte”.

Outra preocupação do eletricista é o fato de existirem escolas e creches do outro lado da pista e não ter passarela de pedestres por ali. Ele diz que, à tarde, o fluxo de carros, ônibus e caminhões é muito grande no trecho em que mora, na altura da quadra 10 e, com isso, o perigo para as crianças e trabalhadores que precisam atravessar a rodovia para voltar para casa, fica ainda maior.

Vantagem

Como tudo tem um lado positivo, tanto Antônio quanto Marcelo apontam a praticidade e o acesso rápido ao Centro da cidade e a outros municípios, como uma grande vantagem de se residir perto de uma rodovia. “Morar aqui é bem prático na hora de pegar a estrada”, afirma Dias

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