Bairros afastados do Centro da cidade e com poucas residências é o desejo de muita gente, pois pode garantir tranqüilidade e fuga do agito dos bairros movimentados.
Há 18 anos, a desempregada Ana Maria Joanoni Stevanato tem endereço fixo em uma casa da quadra 8 da rua São Patrício, no Distrito Industrial I. A tranqüilidade do bairro, o fato de não haver residências do outro lado da rua, e sim fábricas e indústrias, e a oportunidade de emprego, a levou, junto com sua família, a escolher o lugar para morar.
Segundo Stevanato, há alguns anos o distrito era uma grande fonte de empregos. Realidade bem diferente de hoje. “Há uns cinco anos, o distrito morreu. Hoje vemos fábricas abandonadas que viraram depósitos de lixo e reduto de vândalos, o que acaba desvalorizando os imóveis da região. Esse é o lado ruim de morar aqui”, conta.
Com raízes fixadas no bairro e com o desejo de conseguir emprego, Ana Maria percorre o distrito, toda semana, entregando currículos. Mesmo com a diminuição de vagas na região nos últimos anos, ela diz que espera conseguir emprego em uma das fábricas próximas, como grande parte dos moradores do bairro. “Tenho 43 anos e um currículo desatualizado. Isso dificulta ainda mais a minha volta ao mercado de trabalho. Mas ainda considero, aqui, um bom lugar para procurar”, afirma.