São 40 anos de estrada para 60 de vida. É toda essa trajetória que Rita Lee repassa hoje, ao subir no palco do Alameda Quality Center, a partir das 21h. A maior roqueira do Brasil apresenta “Pic Nic”, turnê que comemora as quatro décadas de dedicação da artista à música, com sucessos de todas as fases de sua carreira.
Depois do show do ídolo espanhol Julio Iglesias, que encantou o público em Bauru na noite de quinta-feira, a cantora dá seqüência à Série Grandes Nomes, que reúne, em uma mesma semana, três grandes apresentações. Amanhã, será a vez do espetáculo teen “High School Musical – Brasil”, a partir das 17h.
Com tanto tempo de atividade, evidência e sucesso, Rita Lee considera tal feito uma conquista de poucos. “Isso é um privilégio para poucos artistas que vivem em um País de memória curta”, diz a roqueira, que só dá entrevista por e-mail, ao JC Cultura. A receita? “Me disseram que há transparência e honestidade no meu trabalho com a música. Sou da velha escolha que não fazia por dinheiro”, conta.
Apesar da possibilidade de parar de cantar ser nula - “Só quando eu morrer”, garante a artista -, Rita Lee confessa já não ter muita paciência com a estrada e turbulência de shows. Hoje, segundo a cantora, sua prioridade é curtir a família e os prazeres caseiros. “Ando meio preguiçosa para sair de casa. Hoje a música me toma pouco tempo. Tenho o maior prazer em ficar na minha toca, com meus bichos, plantas e horta e, principalmente, quando minha neta Ziza vem me visitar”, revela.
Talvez a solução encontrada pela roqueira foi levar a família para o palco. Na linha de frente da banda, Rita Lee é acompanhada das guitarras e vocais do marido Roberto de Carvalho e do filho Beto Lee. “Não chegamos a ser uma Família Lima, mas nosso salário melhorou substancialmente”, brinca. Brenno Giuliano (baixo), Edu Salvitti (bateria), Allex Bessa (teclados), Débora Reis e Rita Kfouri (vocais) completam a banda.
Já o roteiro do “piquenique musical” presenteia o público com sucessos e canções mais antigas, como “Mutante”, “Vítima”, “Bem-me-quer”, “Saúde” e “Doce Vampiro”, entre outros, além das inéditas “Dinheiro” e “Tão”.
Ciente da “veia roqueira” da cidade, Rita Lee diz estar ansiosa para retornar a Bauru. “Bauru tem essa fama, por isso sempre me dou bem por aí”, considera. Segundo ela, o público do Interior oferece um ingrediente a mais aos artistas. “O público do Interior é tão animado quanto o das Capitais, porém, é muito mais carinhoso”, finaliza.
• Serviço
Show “Pic Nic”, de Rita Lee, hoje, às 21h. Ingressos à venda: setor 1 R$ 160,00; setor 2 R$ 120,00; setor 3 R$ 100,00; setor 4 R$ 80,00 (todos com meia-entrada). O Alameda fica na rua Luís Levorato 1-55, na altura do quilômetro 355 da rodovia Marechal Rondon. Informações: (14) 3321-5000 e www.alamedaqualitycenter.com.br.