Política

Prefeito rejeita proposta do sindicato

Da Redação
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O prefeito de Bauru, Rodrigo Agostinho (PMDB), disse ontem que não concorda com a proposta do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) de estender a concessão de abono de 25% também aos aposentados. Pela proposta, eles só vão ter direito a 6% de reposição anual da inflação.

O pagamento dos inativos pode significar aumento de despesa mensal de R$ 500 mil, de acordo com a administração. “Temos o nosso teto e estamos no limite”, afirma Agostinho. De acordo ele, os 6% de reposição salarial e os 25% de abono elevarão o custo com folha de pagamento de R$ 10,2 milhões para R$ 11,8 milhões ao ano, elevando o índice da Lei de Responsabildade Fiscal (LRF) para despesa com salários de 44% para 48%.

Segundo o prefeito, alguns benefícios foram concedidos, como a elevação dos valores do vale-compra, que passa de R$ 160 para R$ 200 a todos os servidores, o que representa reajuste de 25% no benefício, e do vale-refeição, que vai de R$ 4,00 para R$ 6,00 a unidade, uma elevação de 50%.

Na próxima terça-feira, às 15h, prefeitura e sindicato voltam a se reunir para discutir novamente. O reajuste, de acordo com Agostinho, é o maior dos últimos anos. “Estamos realizando os estudos para a implementação do Plano de Cargos e Salários.”. Os servidores da saúde terão grade salarial separada. O sindicato quer prazo para cumprimento de promessas.

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Apoio na Câmara

A diretora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru (Sinserm), Idelma Cristina de Alcântara Corral, vai na segunda-feira falar na tribuna da Câmara sobre a campanha salarial.

Nesse mesmo dia, os vereadores devem votar em primeira discussão, em regime de urgência, o projeto de lei 24/08 que prevê alterações na licença-maternidade. O projeto visa instituir, em favor das servidoras, a possibilidade de prorrogação da licença maternidade pelo prazo de 60 dias.

O presidente do Legislativo, Pastor Luiz Barbosa (PTB), afirma que na segunda também será anunciado o percentual de aumento dos funcionários da Casa. Ontem, uma reunião foi marcada para discutir os valores, mas alguns vereadores não compareceram. “O reajuste será um pouco maior que o proposto pelo prefeito aos servidores, que é de 6%”.

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