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Polícia ouvirá companheira do sequestrador


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Goiânia - A Polícia Civil de Goiás vai ouvir na próxima terça-feira Érica Barbosa, de 23 anos, sobre os possíveis motivos que levaram o companheiro dela, Kleber Barbosa, 31 anos, a agredi-la com um extintor de incêndio, sequestrar a filha do casal, Penélope Barbosa, 5 anos, e roubar um avião bimotor na tarde do dia 12 em Luziânia, a 58 quilômetros de Brasília. Pai e filha morreram na queda da aeronave, horas depois, no estacionamento de um shopping center de Goiânia.

Sob efeitos de sedativos e se recuperando da agressão, Érica adiantou para familiares que no dia da tragédia teve uma discussão com Kleber. Logo que foi socorrida, Érica demonstrou que a filha corria perigo. “Achem logo o Kleber, ele vai matar a neném”, disse, segundo relato da amiga Valquíria Nascimento.

Na manhã de ontem, Érica leu notícias do acidente em que morreram Kleber e Penélope. Ela ficou abalada quando soube que a Polícia Civil investiga denúncia de que Kleber teria estuprado uma adolescente de 13 anos no último dia 9. Érica passou a maior parte da manhã de ontem na cama. “Eles eram apaixonados”, relata Valquíria. “É um momento desesperador para ela, que aos poucos está conhecendo o homem com quem viveu durante seis anos.”

O delegado Manoel Borges, da 8.ª Delegacia de Polícia de Goiânia, afirmou que a denúncia de estupro pode ter contribuído para que Kleber cometesse a sequência de crimes no dia 12. Borges, no entanto, reconheceu que não sabia se Kleber tinha conhecimento das investigações sobre o caso de violência contra a menor, que eram mantidas em sigilo. “Ele era um homem frustrado”, afirmou o delegado, que disse fazer a declaração com base em conversar informais com parentes de Kleber. Borges observa que Kleber estava desempregado, vivia com a ajuda financeira da mãe que mora na Espanha e se sentia frustrado por não realizar o sonho de seguir carreira na aviação.

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