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Barreira a etanol não cairá logo


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Washington - Numa declaração pública feita pelos dois após o encontro, Obama ressaltou que no campo do biocombustível, “Brasil e Estados Unidos” precisam unir forças “para ajudar outros países da região”. Segundo Obama, o trabalho do Brasil na área do biocombustível é avançado. Reconheceu que o assunto é motivo de “tensão” entre os dois países, mas afirmou que o sistema “não vai mudar do dia para a noite”.

Uma das principais demandas de Lula é fazer com que os Estados Unidos derrubem as barreiras para o biocombustível. O brasileiro disse não esperar mudanças imediatas e que esse é um processo a ser construído entre os dois países.

Unidade para G 20

Na agenda de ontem, Lula e Obama discutiram a crise econômica mundial, cujo início foi deflagrado nos Estados Unidos. O presidente brasileiro tem defendido uma saída consensual para que os países cheguem à reunião da cúpula do G-20, em Londres, no início de abril, com propostas convergentes para acabar com a crise.

“Obama e eu estamos convencidos que esta crise econômica pode ser resolvida com decisões políticas”, declarou Lula. Para ele, é preciso “restabelecer a credibilidade e a confiança da sociedade” para que a crise comece a ser revertida. “Precisamos restabelecer a confiança no governo e para isso precisamos fazer com que o crédito volte a fluir normalmente dentro de cada país ”

Como era previsto, o presidente brasileiro mostrou preocupação com a possibilidade de volta do protecionismo nas relações comerciais - assunto que era tratado por ele, antes do encontro, como “tema urgente”. “É extremamente importante que todos os dirigentes que participam do G-20 estejam convencidos de que as decisões têm de ser mais rápidas. O número de desempregados de hoje é o problema social de amanhã”, disse Lula.

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