Com seu característico bom humor, simpatia e grande amor pela vida, José Roberto Pópolo arrebatou uma legião de amigos. Particularmente no Jornal da Cidade, começou a conquistar muitos deles quando ainda trabalhava como executivo de seguros e já falava sobre o sonho de abrir uma cantina. A amizade feita com o gerente de marketing do JC, João Carlos do Amaral, e a coordenadora comercial Kátia Magnani Ramazzina continuou até sua morte.
O diretor do Grupo Cidade, Renato Delicato Zaiden, compartilhou do sonho de Pópolo e lembra que o logotipo usado por ele na cantina localizada na Bela Vista foi criado pelo ilustrador Policena, pela Criarte JC. “O Pópolo sempre nos contava que tinha o sonho de abrir essa cantina. Felizmente, teve a alegria de realizá-lo e vivenciar isso com a família, amigos e clientes”, observa Zaiden.
Ele também destaca a importância de Pópolo para a cozinha e a cultura. “Era referência em gastronomia, no bem receber, uma pessoa brilhante e talentosa. Neste momento, nos solidarizamos com a família”, diz.
O jornalista Osmar Chor também lamentou a morte do amigo de mais de uma década. “Perdi um grande amigo, que era quase um irmão. Uma amizade de mais de 10 anos, de quando eu cheguei em Bauru. A cidade perdeu uma grande pessoa”, afirma.
Humberto Manoel dos Santos lembra da alegria de Pópolo na cantina. “Ele sempre foi um show à parte. Ele vivia inventando brincadeiras, era uma verdadeira farra”, recorda. Santos revela que acompanhava Pópolo na cantoria e costuma dar uma palhinha na cantina. “Ele me dava muito carinho”, diz.
O chief de cozinha Luís Coelho, o Gigio, conheceu Pópolo há pouco tempo, mas a amizade foi intensa. “Em seis meses, ele se tornou um irmão. Temos muito em comum, principalmente a gastronomia italiana. Trocávamos idéias, receitas, críticas e tínhamos um projeto de escrever um livro sobre o tema”, revela. “Bauru e o mundo perdem um grande chief. Mas eu pensei: finalmente Deus vai comer bem, além de pão e vinho”, diz.
Um dos clientes fiéis de Pópolo, o juiz aposentado, escritor e professor Pedro Barbosa Ribeiro lembra dos bons momentos que passou ao lado do amigo. “Desde a cantina da Bela Vista, freqüento o restaurante do Pópolo. Ele sempre fez a melhor comida italiana do Brasil, quiçá da própria Itália. Além disso, era uma pessoa extraordinária, que só fez a bondade. Sem falar na família maravilhosa que construiu”, diz.
A médica Telma Gobbi, presidente da Unimed Bauru, também lamentou a perda do gourmet. “Uma pessoa extraordinária, de uma grande inteligência. Pópolo era um marco da culinária de Bauru, isso sem falar de seu lado humano, que era indiscutível”, diz. “Bauru sofreu duas perdas enormes nesse começo de ano: o arquiteto Jurandyr Bueno Filho e agora o Pópolo”, avalia.