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Sambódromo vira depósito de lixo

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Não bastasse o desperdício de ter um sambódromo abandonado, os moradores do Núcleo Geisel estão inconformados com o lixão na rua de acesso aos camarotes da passarela do samba de Bauru. Material de uso médico foi descartado no lugar junto com entulho, madeira e todo tipo de lixo, exalando um mau-cheiro insuportável.

Chama a atenção a irresponsabilidade da empresa do setor médico que, de forma inconseqüente, descartou irregularmente o lixo hospitalar. Há um grande volume de bolsas plásticas usadas em diálise espalhadas sobre o entulho. Uma etiqueta em uma das caixas de embalagem informa o tipo do produto: Dianel, solução para diálise peitoral com glicose a 1,5%. As caixas de papelão do material não indicam o destinatário do produto, responsável pelo descarte irregular. Também há caixas de remédios espalhadas sobre o lixo.

A rua de acesso para o sambódromo fica abaixo da área usada para concentração, esquina com a quadra 1 da avenida das Pitangueiras. Entre o lixo hospitalar e outros materiais, destaca-se também uma enorme quantidade de entulho proveniente de construções e que está sendo abandonada na rua.

Lixo hospitalar

Ontem, venceria o prazo inicial para órgãos públicos e setor privado contratarem por conta própria o serviço de coleta e destinação do lixo hospitalar. Porém, a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) estendeu por mais 60 dias o prazo para a adequação a uma norma federal. Pela resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), quem produz Resíduo de Serviço de Saúde (RSS) deve contratar individualmente empresas que operem a coleta, tratamento e destinação final apropriada dos resíduos de saúde. Os geradores são entidades que produzem o resíduo, como hospitais, clínicas médicas, clínicas odontológicas, etc.

Ao final do prazo, a Emdurb passará a recolher apenas o RSS das unidades de saúde da Prefeitura de Bauru e dos munícipes que fazem tratamento de saúde domiciliar, além dos animais de pequeno porte eutanasiados provenientes de serviço público (Centro de Controle de Zoonoses) e de clínicas veterinárias.

A Emdurb coleta 28 mil kg/mês de RSS e, após a norma, passará a coletar 8 mil kg/mês. A Sterlix Ambiental, de Mogi Mirim, foi contratada para dar destinação final ao quilo do resíduo saúde a R$ 1,29. Atualmente, o lixo hospitalar coletado na cidade é enterrado em valas sépticas no aterro sanitário.

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