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Dois são presos por chacina em reserva; índios não tiveram ligação com mortes


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Belém - A Polícia Civil do Pará concluiu que índios não tiveram ligação com a morte de cinco colonos de uma mesma família em uma área limítrofe da reserva indígena da etnia tembé, no nordeste do Estado.

Anteontem, dois irmãos de um dos assassinados foram presos e devem ser processados sob a acusação de matarem seus familiares devido à disputa por uma pequena propriedade rural na região de Garrafão do Norte (PA).

Segundo a assessoria da Secretaria Estadual da Segurança Pública, eles confessaram os crimes ao serem interrogados, logo depois das prisões.

A reportagem não conseguiu falar com um advogado que os represente.

Os corpos dos cinco familiares foram encontrados na última quinta-feira. Os três adultos (um casal e um irmão da mulher) receberam tiros na cabeça. As crianças (duas irmãs, filhas do casal) foram esfaqueadas. Estavam em casa, na chácara em que viviam, a aproximadamente 40 km do centro urbano da cidade de Garrafão.

Os suspeitos foram pegos a cerca de 200 km de Viseu (PA), quase na divisa com o Maranhão. Segundo a secretaria, eles carregavam espingardas, do mesmo calibre usado na chacina, e facões, que podem ter sido os usados nos crimes. Eles foram encontrados graças ao depoimento de uma testemunha dos assassinatos.

A conclusão da investigação corrobora as suspeitas iniciais da polícia, da Funai (Fundação Nacional do Índio) e do Ministério Público Federal no Pará, que acompanha na Justiça o conflito no território tembé.

Os índios têm sua reserva invadida por grileiros, madeireiros, posseiros e traficantes, que cultivam maconha na área, onde há também assentados da reforma agrária.

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