Bariri - Três vereadores estavam inscritos, na sessão ordinária de ontem, no Legislativo de Bariri (56 quilômetros de Bauru), para utilizar a palavra livre e comentar sobre as denúncias de suposto desvio de medicamentos pelo vereador e presidente da Casa, Clóvis Roberto Bueno (PSDB).
Bueno passou a ser investigado depois que a Polícia Civil apreendeu um lote de medicamentos suspeitos em uma oficina mecânica de sua propriedade, no final do mês passado.
Conforme o JC adiantou em matéria publicada na edição da última sexta-feira, a Câmara decidiu aguardar a conclusão do inquérito policial aberto pela Delegacia Seccional de Jaú, para decidir se abre uma Comissão Especial de Inquérito (CEI).
No entanto, pelo três parlamentares estavam inscritos para utilizar a palavra livre e comentar o assunto na sessão de ontem à noite. Além dos vereadores Tomáz Edson Paulino (PSDC) e Antônio Bailão Filho (PT), o vereador Edcarlos Pereira dos Santos (PV) pretendia contestar os argumentos de Bueno para explicar o ocorrido.
“Nós estamos sabendo que a defesa dele será em cima da piedade benevolente. Que o vereador fazia isso por bondade, por benevolência. Vamos entrar em uma discussão abordando a questão política do Brasil que permite que um político, ainda que fazendo coisas erradas, no fim acabe sendo piedoso e benevolente usando o dinheiro público”, disse Santos ontem, antes da sessão.
“Porque, na realidade, o dinheiro é do povo. Não se pode pegar o dinheiro e dizer que está fazendo bondade para o povo”, completa.
A sessão ordinária do Legislativo de Bariri estava prevista para as 19h30 de ontem.