Política

Sindicato promete protesto


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Integrantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) discordam da proposta de reajuste salarial do governo Rodrigo e preparam protesto hoje às 15 na frente do Palácio da Cerejeiras. Eles também participam de mais uma rodada de negociação, mas em assembléia decidiram que a administração tem que retirar as “condicionalidades” para alcançar o benefício e estender o percentual aos aposentados. Conforme a Fundação de Previdência (Funprev), a medida significa aumento de despesa mensal de cerca de R$ 500 mil, valor que o prefeito teria de repassar para custear essa conta.

“Nós apresentamos uma contraproposta para o Sinserm não apenas com cláusulas econômicas, mas com uma série de outras, como a licença-maternidade, que foi uma reivindicação do sindicato, e vamos discutir a questão do reajuste. O problema é que temos uma limitação financeiro e legal. Mesmo que eu estivesse disposto a utilizar todo recurso da Prefeitura com os servidores ativos e inativos, tenho um limite que é previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Eu não posso passar desse limite”, diz o prefeito.

Para a representante do sindicato, a medida gera indignação. “A partir do momento que a gente faz a conta, não é como o prefeito diz, que se reflete em 31% de reajuste. Primeiro precisamos esclarecer que abono salarial não é reajuste salarial. O que foi reajuste mesmo é o de 6%. E ele faz uma soma, colocando tudo no mesmo patamar. Além disso, todos os servidores municipais são de carreira, portanto pretendem se aposentar pela Prefeitura. A proposta discrimina os aposentados e estabelece penalidades para que os servidores tenham um abono. Esse tipo de atitude nunca ocorreu na história do município”, afirma Idelma Corral, diretora do Sinserm.

A exclusão dos 2,8 mil aposentados do abono salarial provocou ontem discursos de repúdio à atitude do governo municipal durante a sessão da Câmara. Idelma Corral usou a tribuna para reiterar a inclusão dos aposentados no abono salarial. Faixas e cartazes cobraram os parlamentares. Na maioria dos discursos, os vereadores de oposição apoiaram o Sinserm.

O vereador Roque Ferreira (PT), da base aliada do governo, disse que Rodrigo não teve a sensibilidade para discutir o reajuste salarial e aprovar uma proposta que beneficie quem realmente precisa. Ele qualificou de “pacote de maldades” a proposta do governo.

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