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Radar fixo no trecho urbano da Mal. Rondon dependerá da concessionária

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

“As vidas de duas famílias foram dilaceradas, assim como a de tantas outras pessoas que perderam parentes nesse trecho da rodovia. Não é possível que ninguém enxergue isso”. É assim, em tom de desabafo e indignação, que Faberson Augusto Ferrasi reclama da ausência de um radar fixo no quilômetro 344 da rodovia Marechal Rondon, na altura do acesso à avenida Nuno de Assis, em Bauru. Ele era cunhado do motociclista que morreu junto à namorada, depois de ser arrastado por um caminhão, em um trágico acidente registrado no local, na noite do último domingo.

Embora as causas da colisão ainda não tenham sido esclarecidas, como usuário daquele trecho, Ferrasi é categórico ao afirmar: como dificilmente há radares estáticos posicionados naquele setor, os motoristas abusam da velocidade.

“Há um declive acentuado naquele pedaço, o pessoal acaba descendo no embalo e não obedece o limite de velocidade permitido (de 80 quilômetros por hora). Todo mundo utiliza a Rondon como avenida e ali ficou muito perigoso. O ideal seria um radar fixo”, observa.

Consultada pela reportagem, a assessoria de comunicação do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informou que a possibilidade de implantação de radar fixo só será analisada pela concessionária BRVias, que deve assumir a responsabilidade do corredor Oeste da Rondon entre março e abril deste ano, por ter vencido o leilão de privatização da rodovia. No entanto, o DER aponta que o trecho urbano da via está sob permanente fiscalização de radares móveis, com a mesma freqüência nos 14 pontos previamente determinados pelo órgão, entre eles o quilômetro 344, nos dois sentidos.

Ferrasi discorda. “Existem muitas placas de sinalização de que há fiscalização no trecho, mas é difícil ver radar na altura do acesso à avenida Nuno de Assis. Ao contrário do que ocorre no viaduto da Nações Unidas, por exemplo, que sempre tem”, pontua.

De acordo com ele, o controle de velocidade através desse tipo de equipamento deveria ser mais incisivo na altura do acesso à Rondon pela Nuno de Assis do que propriamente nas imediações da Nações Unidas. “Ali existe um descida muito acentuada e, como o trânsito afunila devido à entrada para a Marcondes Salgado, o trecho se tornou mortal.”

O próprio tenente Luiz Carlos Ferreira dos Santos já havia informado à reportagem, anteontem, que o trecho é campeão de colisões traseiras na área do 1.º Pelotão de Policiamento Rodoviário de Bauru, a qual comanda, devido ao grande fluxo de veículos. “Um carro a 120 quilômetros por hora percorre 90 metros até parar totalmente. Essa distância cai para 40 quando se dirige a 60 quilômetros por hora”, explica.

E se o radar estático (móvel) não pode estar sempre no local, por que não colocar um radar fixo, visível, que obrigue, de fato, todos os dias, os motoristas a descerem em menor velocidade o declive que começa nos altos do Parque Vista Alegre e vai até o trevo da Nuno-Vila Santa Luzia?

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