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Rodovia terá 23 km de marginais

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 4 min

O trecho urbano da rodovia Marechal Rondon em Bauru terá 23 quilômetros de marginais, segundo informação da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp). De acordo com o órgão, serão construídas pistas paralelas à rodovia nos dois sentidos, entre os quilômetros 336,5 (na altura do trevo da Eny) e 348 (próximo ao trevo de acesso à Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep), com o objetivo de separar os trânsitos urbano e rodoviário.

Embora a Artesp não tenha divulgado quando as obras serão concluídas, sabe-se que a concessionária BRVias, que assumirá a responsabilidade pelo corredor Oeste da Rondon - em que Bauru se inclui, deverá cumprir todas as obras previstas em edital dentro de 30 anos, prazo de validade do contrato. O deputado estadual Pedro Tobias, no entanto, avalia que a instalação das marginais em todo o trecho urbano da rodovia dependerá de um processo praticamente inviável de desapropriação de áreas pertencentes à Universidade do Sagrado Coração (USC), Posto Graal Sem Limites e Serviço Social do Comércio (Sesc).

“Não sou engenheiro, não sei se já existe um estudo técnico que tenha programado essa obra, mas é evidente que não será fácil fazê-la”, pondera.

O valor a ser investido na construção das marginais não foi revelado, mas em todo o trecho do corredor Marechal Rondon Oeste serão desembolsados cerca de R$ 1,312 bilhão em obras de infra-estrutura, sistemas de comunicação e veículos. Para o deputado, o recurso que será destinado à instalação das marginais seria mais bem aproveitado se fosse destinado à construção de um viaduto sobre a avenida Cruzeiro do Sul.

“A cidade ficou cortada nesse trecho, não há passagem e, se houvesse, o trânsito ficaria melhor. Acho que o prefeito pode trocar idéias com a concessionária e tentar fazer com que o investimento seja voltado para um viaduto, já que a marginal em todo o trecho, no meu ponto de vista, não vai ser possível”, comenta.

Concessão

De acordo com a Artesp, a BRVias deverá assinar o contrato de concessão até 7 de abril e, no dia seguinte, iniciar a implantação do Plano Intensivo Inicial. Entre as melhorias previstas está a recuperação do pavimento, sinalização horizontal e vertical, instalação de equipamentos de monitoração e serviço de atendimento ao usuário. A estimativa é de que o Plano Intensivo Inicial seja concluído em seis meses.

A longo prazo, ainda dentro do pacote de privatização da Rondon, estão previstos a implantação de 22 quilômetros de faixa adicional, também nas pistas leste e oeste, e construção de cinco passarelas de pedestres, nos quilômetros 338, 339, 339,8, 341,3 e 342,9.

A concessionária que venceu a licitação para explorar a rodovia terá, ainda, que modernizar os trevos de acesso a Bauru nos quilômetros 336,8, 337,5, 339,4, 342,7, 344, 345, 346,2 e 347,2, além de manter 7,2 quilômetros de vicinais da cidade sem cobrança de pedágio.

Em todo o trecho do corredor Marechal Rondon Oeste, que abrange 417 quilômetros, serão implantados 89 quilômetros de marginais, 3 quilômetros de acostamentos, 22 quilômetros de faixas adicionais, e ainda 14 passarelas e 107 trevos, retornos e obras de arte especiais.

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Radar só para multar?

Do trecho urbano da rodovia Marechal Rondon, fica claro, a partir da ampla matéria feita na edição de ontem e complementada hoje, que a enorme descida desde o Parque Vista Alegre até o trevo da Vila Santa Luzia é um dos pontos de maior perigo. Inclusive pode ter colaborado para que o caminhão que esmagou dois motociclistas domingo não tenha conseguido frear a tempo. Bauruenses que passam diariamente por ali e até mesmo o Policiamento Rodoviário falam sobre os perigos e abusos naquele declive.

Então, por que não se implantar um radar fixo naquele ponto, com toda a sinalização que o precederia, evitando a decida em alta velocidade, ao invés de “brincar” de esconde-esconde com o radar móvel (também chamado estático)? Radar móvel, por sinal, que fica escondido e serve apenas de “arapuca do asfalto” para pegar motoristas que excedem a velocidade. Mas, ora, o objetivo maior não é evitar acidentes e conscientizar? Então, por que esconder? Por que não usar mais o fixo, que funciona como desacelerador de apressadinhos? Antes de pensar em seus cofres, as autoridades responsáveis deveriam utilizar este instrumento (radar) para evitar mortes.

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