Internacional

Presidente da AIG pediu bônus de volta

Folhapress
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Nova York - O presidente da AIG (American International Group), Edward Liddy, disse ontem que procurou “evitar um colapso” da companhia ao autorizar, ainda no ano passado, o pagamento de US$ 165 milhões em bônus a executivos que ajudaram a quebrar a empresa.

Em depoimento no Congresso, Liddy incitou funcionários que tenham recebido pelo menos US$ 100 mil em bônus (298 no total) a devolver ao menos a metade à companhia.

Os bônus pagos pela AIG vêm provocando uma revolta pública nos EUA. A empresa, que quebrou no ano passado, já recebeu US$ 173 bilhões em dinheiro público, e o governo dos EUA detém hoje cerca de 80% da companhia.

Liddy não recebeu bônus, pois foi indicado pelo governo para comandar a empresa no final do ano passado. Mas é questionado por ter autorizado o pagamento.

“O povo norte-americano tem uma pergunta simples: como pagamos qualquer quantia a essas pessoas? Essa é a minha resposta: eu estava tentando desesperadamente evitar um colapso descontrolado da empresa”, disse.

Ontem, o presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que as pessoas “têm o direito de estar revoltadas (...) diante da ganância excessiva”. Obama afirmou que o caso da AIG (a maior seguradora do mundo) deveria abrir a possibilidade para que o governo dos EUA arbitre questões como a remuneração de executivos em algumas atividades.

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