O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) do Estado de São Paulo recebeu ontem ordem do secretário estadual de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin (PSDB), para realizar um laudo sobre a situação do viaduto Mauá, interditado desde setembro do ano passado. A pasta irá pagar pelo trabalho do órgão, por meio do Programa de Apoio Tecnológico aos Municípios (Patem).
“O IPT já está com a ordem de providenciar imediatamente a vistoria e o laudo do viaduto. Isso deve estar sendo feito nos próximos dias”, informou o secretário. Porém, o prazo mínimo para a realização de um laudo dessa magnitude pelo instituto é de, no mínimo, três meses.
“Devemos estar recebendo a visita de técnicos do IPT nos próximos dias. Isso é muito bom porque, com a realização do laudo, poderemos saber exatamente o que será feito do viaduto Mauá”, afirma o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB). A determinação foi feita ontem durante reunião em São Paulo, que contou com a participação do deputado estadual Pedro Tobias (PSDB).
Durante o processo de interdição do viaduto, o IPT ficou de elaborar um relatório sobre as providências a serem tomadas para reparação do local. Porém, a administração municipal não recebeu qualquer análise. “O resultado do laudo vai indicar as providências que teremos que tomar”, diz Agostinho.
Na época em que o tráfego foi proibido, especialistas consultados pelo JC sugeriram até a demolição da obra, erguida na década de 50. No entanto, como o tabuleiro do viaduto não se deslocou e suas laterais estão dentro do prumo, também cogitou-se que reparos pontuais possam resolver o problema.
O viaduto Mauá foi interditado em setembro de 2008 por solicitação do Ministério Público (MP), devido a problemas estruturais. Na época, o MP convocou reuniões com representantes da prefeitura e da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb). A interdição viária foi decidida após a apresentação de relatório técnico preliminar elaborado pelo órgão e, desde então, o viaduto permanece interditado. “A gente precisa de um posicionamento. O viaduto não pode ficar interditado”, diz Agostinho.
Embora aparentem ser uma obra única, as quatro pistas que interligavam a avenida Pedro de Toledo e a Vila Falcão são formadas por dois viadutos, o Mauá e o Nuno de Assis.
As duas pistas no sentido bairro-Centro foram totalmente bloqueadas por conta de problemas estruturais em um dos viadutos que compõem essa via de acesso. Já as pistas do sentido contrário passaram a funcionar em mão-dupla. O Mauá está comprometido e o trânsito sobre ele está proibido. Já o Nuno de Assis, mais recente, passou a receber sozinho o tráfego de veículos nos dois sentidos.