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Em menos de 24 horas, dois bebês são agredidos pelos pais em Goiânia

Folhapress
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Goiânia - Duas meninas -uma de 9 meses e outra de 1 ano e 1 mês - foram agredidas pelos pais na madrugada de ontem, em Goiânia (GO). Segundo a polícia, nos dois casos, as famílias moravam no Jardim Novo Mundo, mas um caso não está relacionado com o outro.

De acordo com a delegada titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Goiânia, Miriam Aparecida Borges de Oliveira, a menina mais nova foi atacada à tesouradas pela mãe, Ivonete Fonseca Lima de Moraes, 28 anos, enquanto a mais velha foi espancada pelo pai - um policial militar reformado, de 37 anos.

Segundo a delegada, outra semelhança entre os casos é que os autores, aparentemente, sofreram “surtos psicóticos”, o que teria motivado as agressões. “Os dois tem histórico de distúrbios psiquiátricos”, disse Miriam.

A polícia informou que o primeiro caso ocorreu por volta das 0h10 de ontem, quando o pai do bebê de 9 meses percebeu que a mulher estava trancada no banheiro com a filha. O homem teve de arrombar a porta para salvar a menina, mas ao entrar no banheiro encontrou a mãe com uma tesoura na mão e a criança com, ao menos, nove perfurações no corpo.

Segundo a delegada, a criança foi socorrida e levada ao Hospital das Clínicas, mas seu quadro piorou e ela teve de ser encaminhada ao Hospital da Criança, na cidade.

À polícia, a mãe do bebê disse que ouvia “vozes” e que teria recebido uma “ordem de Deus para sacrificar a criança”, disse a delegada.

O outro caso ocorreu 4 horas mais tarde, no mesmo bairro. De acordo com a delegada Miriam, o policial militar reformado Abrão Soares Conceição, 37 anos, pegou a filha, de 1 ano e 1 mês, no berço e a espancou porque queria que ela “falasse”. A mulher do ex-PM também foi espancada ao tentar salvar a menina. “A mãe nos disse que e ele queria que ela falasse. Como a criança não respondeu, ele a espancou”, afirmou a delegada.

Surto

De acordo com a delegada, os agressores foram detidos pela polícia e, até o início da noite de ontem, estavam em um hospital psiquiátrico da cidade, onde passariam por avaliações psicológicas.

Os bebês estão internados no Hospital da Criança, em estado grave, e correm risco de morrer, segundo a polícia.

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