Polícia

Operação Escalpo flagra falsificação

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Um dos presos anteontem em Bauru durante a “Operação Escalpo”, responderá também pelo crime de falsificação de documento público. Trata-se de Juliano de Paula Garcia, 28 anos. O flagrante feito no plantão da Polícia Civil inclui o nome de João José Batista, 28 anos, não envolvido na operação realizada pela Secretaria da Fazenda de São Paulo e pelo Ministério Público, mas também recolhido à carceragem pelo mesmo crime de falsificação.

Segundo a Polícia Militar (PM), que apoiou os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com Batista foi encontrada uma cédula de identidade com sua foto, muito similar à original, mas com filiação e demais dados diferentes.

O sobrenome “Ribeiro” foi acrescentado, informa a PM. De acordo com o boletim de ocorrência, tais documentos foram encontrados numa pasta de naylon, que o próprio Batista alegou ser sua.

Uma outra, de couro, foi assumida por Garcia. Segundo a PM, nos pertences deles havia um papel similar a uma cédula de identidade com a frente em branco e o verso preenchido em nome de Julian Amaral Bento e um similar de Cadastro de Pessoa Física (CPF) com o mesmo nome. Garcia já estava com mandado de prisão decretado pela Justiça de Duartina, assim como Adilson Aparecido de Abreu, 32 anos, e Daniel Curti, 29 anos. Conforme o JC divulgou, os três são acusados de integrar uma quadrilha que fraudava créditos de impostos para indústrias de couro no Interior de São Paulo.

Eles foram encontrados ontem na quadra 10 da rua Cussy Júnior. O Gaeco e a PM estiveram no endereço para cumprir mandado de prisão durante a “Operação Escalpo”. Pelo local, no quarto de Abreu, foram encontrados três frascos de anabolizantes usados, seringas com agulhas intactas e duas agulhas para injeção descartáveis. O material, consumido sem receita médica, foi apreendido assim como vários comprimidos, inclusive de Pramil, que estavam no quarto de Curti. Os produtos foram encaminhados à Polícia Federal, onde estiveram Abreu e Curti. Na casa deles, na Cussy Jr., Garcia estava no hospedado com Batista. Segundo a PM, ambos vieram de São Paulo e trabalham juntos.

Defesa

A reportagem localizou ontem o advogado de Garcia, Ivanir Sales de Oliveira, que anteontem esteve em Bauru. De acordo com ele, na segunda-feira, estará em Ribeirão Preto para conhecer os detalhes da operação, seu objetivo e quais denúncias pesam sobre seu cliente.

Depois, virá a Bauru para conversar com Garcia que, junto com Batista, teria sido conduzido ao Centro de Detenção Provisória (CDP). A reportagem não conseguiu ontem contato com o Curtume Leather, sediado em Cabrália Paulista e apontado pelos promotores como responsável pela maior parte das operações de fraude.

As prisões preventivas (ao todo 14 no Estado) foram decretadas pela Justiça de Duartina, que também autorizou interceptações telefônicas. Elas comprovariam o esquema de sonegação e fraudes bancárias.

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