Nacional

Suspeita de agredir bebê divide prisão com Suzane e Anna Jatobá

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A suspeita de agredir uma criança de 1 ano e 2 meses durante duas semanas em Jundiaí (a 58 quilômetros de São Paulo) foi transferida ontem para a mesma penitenciária onde estão Suzane von Richthofen, condenada pela morte dos pais, e Anna Carolina Jatobá em Tremembé (147 quilômetros de São Paulo).

A criança que foi agredida recebeu alta do Hospital Universitário da cidade na tarde de ontem, depois de passar três dias internado.

Valdecina Alves de Almeida, 33 anos, estava detida na carceragem do Distrito Policial de Itupeva (75 quilômetros de São Paulo) e foi transferida pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) para a penitenciária feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, onde chegou por volta das 15h30, segundo a SAP. A mulher permanecerá em um regime de observação dentro da unidade, de acordo com a secretaria.

Em Itupeva, Valdecina estava detida em uma sala isolada das outras presas. Após diversos protestos das outras detentas, que não queriam a presença de Valdecina no local, a mulher foi transferida para a sala isolada. Segundo policiais da delegacia, ela foi levada às 7h de ontem.

Valdecina, que se identificou à polícia como garota de programa, é suspeita de ter provocado traumatismo craniano, contusões, escoriações e queimaduras por todo o corpo do filho de sua amiga, Luciene Barbosa, 18. A jovem veio da Bahia trabalhar como babá da filha de dois anos de Valdecina. A criança deixou o hospital ontem.

Segundo a polícia, Luciene - que também foi agredida no olho e nas costas - disse que o filho sofria as agressões com golpes de cabide e um isqueiro. Na confissão, Valdecina disse que ficou “nervosa com o choro da criança” e que “queria descansar”, segundo a escrivã Sílvia Marcos. Sua filha foi levada para um abrigo.

Valdecina foi indiciada sob acusação de tentativa de homicídio e lesão corporal dolosa (com intenção), mas o Ministério Público pode denunciá-la também pelo crime de tortura, seguindo o entendimento da OAB. O crime de tortura é inafiançável e pode ter a pena aumentada quando cometido contra criança.

As famílias da babá e da suspeita são amigas há vários anos em Serra do Ramalho, no sertão da Bahia. Segundo Cristiane Lara, que hospedou a babá até anteontem, a jovem quer voltar para a terra natal.

Comentários

Comentários