Cabelos compridos, botinas e uma mochila à tiracolo. O jeito despojado que mais parece de um universitário é, na verdade, do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) que mesmo para governar uma cidade como Bauru, de 347.601 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não mudou seu estilo. “Sempre fui assim”, garante.
Adepto às coisas naturais e ambientalista atuante, Rodrigo incorporou seu modo de viver ao estilo de se vestir. Segundo o consultor de moda e estilo Odil Zepper, o administrador municipal que mantém até perfil no Orkurt pode ser classificado na categoria esportivo/natural. “Isso demonstra personalidade. Além do estilo de vida, tem tudo a ver com a eco-atuação do prefeito. Ele é jovem e não abandonou o estilo de se vestir.”
Durante a semana, é comum encontrar o prefeito no gabinete com roupas de tons neutros e claros e calçados confortáveis. Mesmo durante encontros com secretários e líderes partidários. “Eu gosto de me vestir assim”, afirma Rodrigo. Quanto à sua mochila, artigo que sempre esteve presente no seu figurino, garante comodidade e praticidade a uma pessoa que tem uma agenda recheada de compromissos ao longo do dia. O artefato ‘cabe-tudo’ vai com ele desde a um plantio de árvores até a reuniões da Prefeitura.
O visual casual esportivo no dia-a-dia demonstra também sua preocupação com o conforto. “Com o calor que faz em Bauru, ficar o tempo todo de terno e gravata geraria um pouco de incômodo”, afirma Zepper. Aliás, falando no conjunto terno e gravata, ele até que é usado. Porém, estritamente em reuniões importantes. “Quanto conversei com o ex-governador e atual secretário estadual de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin (PSDB), eu estava de terno. Mas, prefiro as roupas confortáveis”, diz Rodrigo.
Já os cabelos, Rodrigo garante que já ‘os aparou bem’. A cabeleira na altura dos ombros, visual adotado desde a época em que ocupava as cadeiras da Câmara Municipal, é um típico detalhe de um esportivo/natural. “Seu visual casual traduz o despojamento e a acessibilidade que ele nos passa”, afirma o consultor de moda e estilo. Seria apenas uma questão de marketing político? Rodrigo garante que não.