Ser

Uso ajuda a medir etiqueta das pessoas

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Podemos avaliar a educação de uma pessoa prestando atenção na maneira como ela faz uso do telefone celular. A afirmação é da educadora e consultora de etiqueta social e profissional Glorinha Braga Ortolan.

Ela traz para os dias atuais uma máxima que era sempre usada pelo avô, com apenas alguns ajustes. “Meu avô dizia para seus netos: não case com seu noivo antes de se sentar com ele à mesa. E eu acrescentaria: não se case antes de verificar como seu namorado usa o telefone celular”, recomenda.

Segundo Glorinha, pessoas educadas agem com bom senso e não atrapalham ninguém. Conseqüentemente, usam o celular com critérios e de maneira educada. Mas como usar o telefone educadamente? Glorinha dá as dicas.

Primeiro, quando estiver falando ao celular, fale baixo, nada de gritos, escândalos, e procure não ficar gesticulando. Se estiver conversando com alguém e o telefone tocar, peça licença antes de atender. Depois que atendeu, fale rápido ou diga para a pessoa que ligou que você vai retornar mais tarde.

“É muito desagradável conversar com uma pessoa atendendo, a todo momento, o celular. Verifique quem ligou e, após a conversa, ligue para quem o procurou”, orienta.

De acordo com Glorinha, existem alguns lugares em que o telefone celular não deve tocar, como por exemplo, dentro da sala de aula, velório, igrejas, teatro, cinema e em reuniões profissionais, entre outros. De maneira geral, o celular tem de ser evitado em locais onde se exige silêncio ou atenção absoluta.

Outra dica é não falar ao telefone quando se está dirigindo. Embora seja proibido por lei e considerada infração de natureza média, com registro de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e multa no valor de R$ 85,13, falar ao celular enquanto se dirige é uma prática comum entre os motoristas.

Glorinha lembra ainda que, quando se trata de telefone pessoal, não se deve perguntar o número. “Devemos esperar que a pessoa o forneça”, orienta. Outro ponto importante, segundo ela, é não se esquecer de que quem ligou é quem deve desligar.

“O celular é necessário e facilita muito as nossas vidas, mas deve ser usado com parcimônia. Como tudo na vida, todo excesso não é recomendável”, avisa.

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