Bairros

Trânsito fica caótico na saída das escolas

Maíra Soares
| Tempo de leitura: 3 min

Pais, mães, crianças, adolescentes e uma fila enorme de carros. Este é o retrato diário no entorno de diversos colégios por volta das 12h30, horário de saída escolar. A grande quantidade de alunos e o grande número de veículos nas ruas figuram o caos.

Os problemas enfrentados pelos pais vão desde a falta de vagas para estacionar até a perda de muito tempo para fazer o trajeto da casa até o colégio. Para Osmar Camargo Júnior, que esperava a filha na rua Capitão João Antônio, o jeito é buscar alternativas. “Vim buscar a minha filha, que sai às 12h20. Chego mais cedo para achar um lugar porque sei que nunca tem vaga e é difícil de estacionar. Não fico estressado porque está todo mundo na mesma situação”, diz.

No entanto, nem todos os pais suportam a demora com tanta calma. João Carrara, que esperava as filhas no mesmo local, confessa se aborrecer em alguns momentos. “Venho do trabalho direto pegar minhas filhas. É complicado, levo cerca de 15 minutos. Pego a Duque e a Nações Unidas, mas formam filas de carro nesses locais. Embora eu já tenha morado em São Paulo, fico irritado com o trânsito. Às vezes a gente tem horário rígido, não pode se atrasar e acaba atrapalhando”, reclama.

Muitas vezes, a localização da escola e a falta de sinalização colaboram para a falta de fluidez no trânsito. Esse é o caso de um colégio situado na região central da cidade, que acumula com a saída dos alunos o horário de almoço dos trabalhadores do comércio.

Carla Ticianeli, que esperava o filho na rua Araújo Leite, acredita que deviam ser encontradas alternativas para melhorar o trânsito no local. “É muito complicado o trânsito aqui. Eu estudei neste colégio quando era mais jovem e desde aquela época o trânsito é congestionado. A posição da escola não colabora. Talvez uma saída alternativa fosse a solução”, explica.

Fila dupla

Para o agente de trânsito Reginaldo de Lima, que trabalha na saída do colégio da região central, o principal problema é a fila dupla. Ele relata que, pelo grande volume de carros, os pais acabam parando ao lado de outros carros para pegar o filho.

Carla Ticianeli concorda com o agente e reclama. “O que mais incomoda é a fila dupla mesmo. Fico estressada porque sou médica e às vezes tenho compromissos aos quais não posso chegar atrasada, e com esse problema o trânsito não flui”, diz.

Embora a fila dupla seja a responsável por boa parte dos transtornos, os pais parecem esquecer algumas regras de trânsito na hora de pegar as crianças. Pessoas atravessando fora da faixa e estacionando em locais proibidos é o que mais se vê.

João Carrara confessa que algumas vezes infringe uma regra ou outra. “Às vezes acabo infringindo as leis de trânsito sim, como parar em lugar proibido como agora. Se alguém vem falar, eu tiro o carro”, admite.

Algumas escolas vêm tomando medidas que visam diminuir a lentidão no horário de saída. Dentre as soluções encontradas estão diferentes horários de saída e entrada para as turmas e a ajuda de agentes de trânsito nos períodos de maior fluxo. Para os pais, muito ainda tem que ser feito para que a situação melhore. “A sinalização aqui é confusa e algumas ruas são mão-dupla. É necessária uma logística melhor de trânsito e estacionamento. Só dividir as turmas em horários de saída diferentes não ajuda, porque muitos alunos são irmãos e os pais têm que esperar do mesmo jeito”, explica João Carrara.

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