Regional

Unesp pesquisa reprodução de arara azul

Carlos Demarchi
| Tempo de leitura: 2 min

Descobrir o sucesso de reprodução, a mortalidade e o crescimento dos filhotes de araras azuis da espécie Anodorhynchus hyacinthinus no Pantanal de Miranda, na região do Mato Grosso do Sul. Esses foram os objetivos da tese de doutorado defendida pela bióloga Neiva Maria Robaldo Guedes, aluna do programa de pós-graduação em ciências biológicas (Zoologia) do Instituto de Biociências (IB) da Unesp de Botucatu (100 quilômetros de Bauru)

O estudo foi feito na base Caiman, na região centro-oeste. Os ninhos das araras azuis foram monitorados diariamente. A partir da primeira postura de ovos, o ninho foi considerado ativo. Desde 1990, Guedes se dedica ao estudo das aves. A tese foi orientada pelo professor Reginaldo José Donatelli, docente do programa de Pós-Gradução em Zoologia do IB e da Faculdade de Ciências da Unesp de Bauru.

Inicialmente, a biologia básica da arara, como a alimentação e o comportamento, foi avaliada. Mais recentemente, a pesquisa se centrou nos fatores que influenciam o sucesso reprodutivo da ave. A pesquisa revelou um pequeno aumento da população da espécie da arara, que está ameaçada de extinção, ao longo de 10 estações reprodutivas. Esse dado, segundo Neiva, assume importância. “De cada cem posturas de ovos, um filhote efetivamente entra na população, ou seja, significa que ele vai se reproduzir”, diz Guedes. A estimativa é que existam 6,5 mil indivíduos da arara azul estudada.

A reprodução das araras azuis foi favorecida pela implantação de ninhos artificiais e reforma de ninhos naturais. Já os períodos prolongados de chuva e a predação, por exemplo, foram fatores levantados que prejudicam a reprodução da espécie.

Apoiaram o estudo a Uniderp/Anhanguera, o Refúgio Ecológico Caiman e as empresas Toyota do Brasil, Bradesco Capitalização e Brasil Telecom. Neiva Guedes é pesquisadora da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp) e presidente do Instituto Arara Azul

A defesa do trabalho ocorreu no último dia 3 de março e teve como banca examinadora os docentes Luiz Octavio Marcondes Machado, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Augusto João Piratelli, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); Yara de Melo Barros, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade; e Maria Cecília Barbosa de Toledo, da Universidade de Taubaté (Unitau).

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