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Pacote americano subsidia risco, e Bolsa dispara

Folhapress
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Nova York - O Departamento do Tesouro dos EUA detalhou ontem um ambicioso plano para retirar até US$ 1 trilhão de ativos “tóxicos” do sistema bancário americano. O objetivo é limpar as carteiras de crédito dos bancos para tentar restaurar o mercado de crédito, epicentro da crise global.

Cerca de 95% do custo e do risco do programa serão assumidos pelo governo federal, e, no caso de perdas, pagos pelos contribuintes.

O valor envolvido alcança quase o tamanho do PIB anual do Brasil. Especialistas e o mercado financeiro reagiram positivamente à abrangência e detalhamento do plano. O índice Dow Jones da Bolsa de Nova York disparou 6,8%. A Bovespa subiu 5,9%.

Embora batizado como Programa de Investimento Público-Privado, o governo dos EUA entrará com quase todo o dinheiro e garantias a eventuais investidores que queiram participar da compra dos papéis.

A expectativa é que investidores privados paguem do próprio bolso por apenas 5% dos ativos a serem adquiridos.

Os títulos “tóxicos” são ativos resultantes de empréstimos feitos pelos bancos sem garantias reais suficientes e geralmente lastreados pelo setor imobiliário, no qual os preços das casas estão em queda livre há dois anos. Por isso, esses papéis perderam muito do seu valor, abrindo rombos gigantescos nos bancos, e não encontram preço no mercado.

Uma das principais dúvidas em relação ao programa era como determinar o valor desses ativos. O plano do Tesouro é fazer uma espécie de leilão entre investidores. Quem quiser pagar mais, leva os papéis - com financiamento e garantias do governo americano.

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