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Ambulâncias novas estão paradas há cinco meses

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Enquanto Bauru precisa de mais seis ambulâncias para transporte de pacientes que necessitam de tratamento médico na própria cidade ou em outras localidades, três veículos novos, comprados na gestão passada, estão parados há pelo menos cinco meses por falta de seguro. Questões burocráticas desde a administração anterior impediram a assinatura da apólice, informa o atual secretário municipal de Saúde, Fernando Monti. Ele próprio demonstrou indignação com a inércia do poder público, que atravanca o atendimento à população.

Atualmente, o Pronto-Socorro Central (PSC) conta com dez ambulâncias e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mais dez. Além das 20 viaturas, que incluem as novas, seriam necessárias mais três ambulâncias para transporte de pacientes e outras três Kombi para dar conta da demanda. Segundo Monti, desde quando assumiu, ele tenta “desenrolar o novelo” criado pela Secretaria de Negócios Jurídicos no governo anterior, que impede a contratação do seguro – o contrato deve ser assinado nesta semana.

Outras duas viaturas da Secretaria de Saúde, não utilizadas como ambulâncias, estão na mesma situação. “Faremos uma grande licitação de seguros daqui uns três meses. Incluirá toda a frota”, explica. Enquanto isso, as novas viaturas rodarão com um contrato mais curto, de aproximadamente três meses. As três em questão são consideradas sociais, ou seja, terão a serventia de transportar pacientes que dependem, por exemplo, de fisioterapia ou quimioterapia, como é o caso das restantes ligadas ao PSC.

Elas inclusive viajam para transportar quem depende de tratamentos oferecidos fora da cidade. Já as do Samu são utilizadas para casos de urgência e emergência. Das dez, duas são equipadas para atender ocorrências graves. Possuem infra-estrutura de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). As outras oito são básicas. De acordo com a portaria 2.048, o total de viaturas do Samu está adequado em Bauru, informa a assessoria de imprensa da prefeitura. Duas delas, inclusive, servem como reserva técnica.

Oficina

São ambulâncias que, entram em operação quando alguma outra depende de reparos. Em média, uma viatura do Samu segue para a oficina, por semana. No caso das viaturas do PSC, muito utilizadas para viagens, a média sobe para duas, no mesmo período. Atualmente, além das três viaturas paradas, outras duas estão sem rodar. Uma foi batida e a outra aguarda liberação do empenho solicitado em outubro passado para retificar o motor.

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