Política

Aeroporto de Bauru pode ter terminal de cargas, diz superintendente do Daesp

Monise Centurion
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O superintendente do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), Sérgio Camargo, afirmou ontem que o Aeroporto Moussa Tobias, localizado na divisa entre Bauru e Arealva, oferece todas as condições para a implantação de um terminal de cargas devido à sua localização privilegiada. “O Estado tem fomentado o interesse do empresariado no sentido de utilizar a área de aeroportos para seus empreendimentos. Em Bauru também poderá ser um local que se coloque em licitação uma área para o terminal de cargas. Esse é um processo natural.”

O aeroporto também é o terceiro do interior no ranking dos que mais transportaram cargas em 2008, só atrás de São José do Rio Preto e Ribeirão Preto, cidades bem maiores que Bauru. No ano passado, foram transportadas 585,42 toneladas de cargas. Para o Daesp, o aeroporto é considerado o aeroporto do futuro. “Ele é novo, não tem nem três anos de construção, é privilegiado do ponto de vista da ocupação, e ainda fica em uma área central do Estado. Tem tudo para que ele possa se transformar em um grande aeroporto”, afirma Carmago, que estará hoje em Bauru para visitar as instalações do aeroporto.

Para o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), o anúncio é importante para Bauru. Porém, ele ressalta que é necessário também fazer um projeto que envolva também toda região. “Precisamos analisar desde o uso e ocupação de solo nas proximidades do aeroporto, como também a formação profissional e a vocação econômica para assim, estimularmos a movimentação.”

Além disso, está em discussão com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a criação de uma parceria público/privada para o empreendimento e também a transformação do aeroporto em internacional. “O Aeroporto de Bauru é o principal aeroporto do futuro, do ponto de vista do Daesp”, diz o superintendente do órgão estadual. A expectativa do Daesp é de que em 2010 mais empresas estejam operando no local. Os equipamentos de auxílio à navegação aérea por instrumentos já estão instalados e podem entrar em funcionamento em seis meses – prazo médio dado pela Força Aérea Brasileira (FAB) para fazer testes de liberação do uso.

“Nós instalamos lá quatro equipamentos. Um de rádio para comunicação e três específicos de orientação de pista e já estamos em contato com o Cindacta 2, que cuida dessa região, para que uma data seja marcada para os testes. É a FAB que libera e homologa o uso desses equipamentos”, afirma Sérgio Camargo. O Daesp está investindo R$ 687 mil na implementação de equipamentos para garantir a segurança do aeroporto.

Já foram instalados um sistema de luzes e o Indicador de Percurso de Aproximação de Precisão (chamado de Papi, pela sigla em inglês). Esse equipamento tem por objetivo informar aos pilotos a altitude em que se encontra o avião quando este faz a aproximação da pista no momento da aterrissagem. Além disso, foi instalada uma base da torre de transmissão, que vai auxiliar procedimentos. Chamada de Non-Directional Beacon (NDB), ela emite sinais de radiofreqüência que vão determinar ao piloto sua posição em referência ao ponto de emissão, e ainda uma Estação Meteorológica de Superfície (EMS). Cerca de R$ 1,5 milhão será utilizado também na substituição da rede rural de energia elétrica.

“É natural que o Aeroporto quanto mais capacidade de operação ele tem, mais atraente ele é. Mais o que é fundamental para a instalação de novas linhas é de fato o mercado consumidor. O fato de se ter uma única companhia operando no local com vários horários, já é um demonstrativo que a região tem atrativo aéreo. Mas tem que ter outros elementos para que ele possa ampliar suas atividades”, afirma.

Desde que foi inaugurado, em 2006, o aeroporto é alvo de críticas porque apenas uma companhia aérea, a Pantanal Linhas Aéreas S/A, opera com vôos de passageiros para Araçatuba, Marília e São Paulo.

O local tem infra-estrutura para a construção de um Terminal de Cargas (Teca), hangares de todos os tipos e áreas para futuras ampliações de todos os terminais, estacionamentos, outras instalações operacionais e ainda espaço para a construção de mais uma pista. O empreendimento está localizado no quilômetro 7 da Bauru-Iacanga e fica a uma distância de 18 quilômetros do Centro de Bauru. A reportagem entrou em contato com a Força Aérea Brasileira (FAB), porém até o fechamento desta edição, não houve resposta.

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Arranjo Produtivo Local

O ex-governador e atual secretário estadual de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin (PSDB), propõe incrementar o Aeroporto Moussa Tobias com a implantação de um Arranjo Produtivo Local (APL), que se caracteriza por ser uma grande concentração de empresas, principalmente de pequeno e médio porte.

O anúncio foi feito na semana passada durante reunião, realizada na Capital, com o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), secretário municipal de Desenvolvimento Econômico Antonio Mondelli e ainda o presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emburd), Rubito Ribeiro. A intenção é incrementar as áreas próximas do aeroporto com a construção de empresas e assim estimular o seu uso.

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