Esportes

Grande público regional ‘invadiu’ o Estádio Alfredo de Castilho


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Mais que o prestígio para Bauru, a permanência do Noroeste na primeira divisão do Campeonato Paulista significa um grande atrativo para torcedores de toda a região, que, apesar da distância com a Capital, têm nos jogos do Alvirrubro a oportunidade de acompanhar de perto o time do coração, “secar” os rivais ou até mesmo adotar a Maquininha Vermelha, mesmo que com o coração dividido com os chamados grandes.

Ontem, no estádio Alfredo de Castilho, durante o encontro entre Noroeste e São Paulo, torcedores de diversas idades e, principalmente, cidades, proporcionaram um colorido híbrido entre a malta - oficialmente contabilizada em pouco mais de 11 mil pagantes – que lotou as dependências da casa noroestina.

Na fila, entre os tricolores, já era possível observar essa mistura. Vindo de Santa Cruz do Rio Pardo, o comerciante Antônio Roberto Crivelli, de 59 anos, encarou 100 quilômetros – a maioria em estado precário, durante a noite – para assistir ao jogo em Bauru. “Vale a pena, muito”, considera o torcedor, que, apesar da preferência pelo Tricolor do Morumbi, não reprovaria um hipotético triunfo alvirrubro, até mesmo para garantir a realização de outros jogos desse porte, em Bauru, nos próximos anos. “Sou são paulino, mas se o Noroeste ganhar, tudo bem”, aceita.

Thiago Mansanaro, de Botucatu, faz coro. “A gente torce para o Noroeste. O São Paulo ganhou bastante coisa, está na Libertadores”, afirma o torcedor, que, apesar da alegada simpatia pelo time de Bauru assistiu a partida de ontem no setor destinado aos tricolores.

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