Quem já teve o prazer de assistir a um show de Maria Rita e se deparou, depois, com o DVD “Samba Meu”, lançado no ano passado, ou com alguma participação da cantora na TV, certamente se encantou com sua atual “persona”. Mais colorida, faceira, brincalhona, sarada, exuberante. E o Serviço Social do Comércio (Sesc) dá a chance de conferir tudo isso ao vivo, hoje à noite. Mas para quem chegou agora, uma má notícia: os ingressos esgotaram-se em apenas dois dias, há três semanas.
A atual turnê de Maria Rita segue o roteiro do DVD que, por sua vez, comemorou o sucesso do álbum “Samba Meu”, lançado em 2007 e que já vendeu mais de 200 mil cópias. Depois de temporadas lotadas pelas capitais, a cantora vem percorrendo os Sescs do Interior paulista. Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, ela falou sobre a experiência de se apresentar nos palcos das unidades a preços mais populares do que em casas de espetáculos.
“Como eu venho dizendo nessa minha temporada pelos Sescs do Estado de São Paulo, sou absolutamente fã da proposta do Sesc, de disponibilizar cultura para o maior número de pessoas interessadas possível, e estou muito feliz em ter a oportunidade de passar por cidades onde eu não só não fui ainda pelo Sesc, mas também na minha carreira”, comenta a cantora, que já se apresentou em Bauru em duas oportunidades, com as turnês de seu primeiro e de seu segundo álbum.
“Estou com frio na barriga, como sempre, mas não só pelo nervosismo. Tem um elemento de conquistar o público, de me entregar a uma gente que ainda não me conhece, que é o que dá a sensação de novidade e desafio ao meu trabalho. Sesc são família, são gente, são troca. Estou felicíssima”, finaliza a nota. Depois de Bauru, a cantora segue para Presidente Prudente.
Roteiro do samba
No repertório do show “Samba Meu”, Maria Rita apresenta faixas do disco homônimo, como o sucesso “Tá Perdoado” e “Maltratar Não é Direito” (ambas de Franco e Arlindo Cruz), “Num Corpo Só” (Arlindo Cruz e Picolé), “Maria do Socorro” e “Novo Amor” (de Edu Krieger), a divertida “Corpitcho” (Ronaldo Barcellos e Picolé), e “Cria” (Serginho Meriti e Cesar Belieny), entre outras.
O roteiro inclui também novas versões para sucessos de seus dois primeiros trabalhos (“Maria Rita” e “Segundo”), como “Muito Pouco” (Moska), “Pagu” (Rita Lee e Zélia Duncan), “Encontros e Despedidas” (Milton Nascimento e Fernando Brant), “Caminho das Águas (Rodrigo Maranhão), “A Festa” (Milton Nascimento” e “Cara Valente” (Marcelo Camelo).
A cantora se apresenta ao lado dos músicos Jota Moraes (piano), Sylvinho Mazzucca (baixo acústico), Tuca Alves (violão), Camilo Mariano (bateria), Márcio Almeida (cavaquinho), André Siqueira e Marcelinho Moreira (percussão).
Maria Rita começou a cantar profissionalmente aos 24 anos. Agora, com 30, segundo seu material de divulgação, não acha que foi tarde. “Você se achar no mundo é uma tarefa muito difícil”, diz. Filha de Elis Regina e César Camargo Mariano, de tanto dizerem que ela precisava cantar, Maria Rita resistiu durante algum tempo. “Encaro a vida como um grande processo feito de vários pequenos processos no caminho. Sempre quis cantar. Mas a questão não era querer. Era por quê. Não gosto de fazer nada sem ter um porquê. Fica mais fácil quando você tem um objetivo, uma meta. O motivo passou a existir quando percebi que ficaria louca se não cantasse”, afirma.
Antes mesmo de lançar um CD, ela foi a vencedora do Prêmio APCA de 2002, como revelação do ano. Seu primeiro disco, “Maria Rita”, lançado em setembro de 2003, vendeu mais de 1 milhão de cópias em todo o mundo, e o primeiro DVD, que traz o mesmo título e foi para as lojas em novembro daquele ano, chegou à marca de 180 mil cópias. Ambos foram lançados em mais de 30 países.
O reconhecimento veio do público e da crítica. Maria Rita venceu prêmios como o Grammy Latino 2004 nas categorias Revelação do Ano, Melhor Álbum de MPB e Melhor Canção em Português (“A Festa”); Prêmio Faz a Diferença (oferecido pelo jornal “O Globo”); o troféu da categoria Melhor Cantora do Premio Multishow e os do Prêmio TIM nas categorias Revelação e Escolha do Público.
Em setembro de 2005, chegou às lojas “Segundo”. O CD rendeu uma extensa turnê pelo Brasil e mais dois Grammys Latinos, em 2006: Melhor Álbum de MPB e Melhor Canção Brasileira com “Caminho das Águas”. Em setembro de 2007, Maria Rita lançou o CD “Samba Meu”, produzido por Leandro Sapucahy e co-produzido pela própria cantora.
O CD, que teve lançamento simultâneo nos Estados Unidos, América Latina, México, Portugal, Israel e Reino Unido, também ganhou o prêmio de Melhor CD no 15.º Prêmio Multishow de Música Brasileira e o Grammy Latino de Melhor Álbum de Samba, no ano passado.
• Serviço
Maria Rita apresenta o show “Samba Meu” hoje, às 21h, no Ginásio do Sesc. Ingressos esgotados. O Sesc fica na avenida Aureliano Cardia, 6-71. Mais informações pelo telefone (14) 3235-1750.