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Secretário troca comando-geral da PM

Por Folhapress | AE
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São Paulo - O coronel Álvaro Camilo, 47 anos, foi anunciado ontem pela Secretaria da Segurança Pública como o novo comandante da Polícia Militar. Ele substituirá Roberto Diniz que, por força de lei, entra para a reserva no próximo dia 15 ao completar cinco anos de coronelato. A troca de comando ocorrerá nesse dia. Camilo será o responsável pelo comando de cerca de 130 mil homens no Estado, incluindo o Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária e Ambiental.

O coronel está há 30 anos na PM e trabalhou nos bombeiros, na área de tecnologia da PM, no Estado Maior e na Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da secretaria.

Comandava desde 2007 a PM na região central de São Paulo onde, segundo a Segurança Pública, ajudou a reduzir os índices de criminalidade - entre eles o roubo de veículos em 28,3%. Não é possível, porém, confirmar esses dados porque a Segurança Pública não divulga estatísticas separadas por regiões da Capital.

Em 2007, sob o comando do coronel Camilo, a PM reprimiu um protesto de punks na avenida Paulista contra a reunião do G8 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia) na Alemanha. Houve confronto. Na época, a reportagem flagrou um dos manifestantes, já rendido, ser agredido por PMs diante do coronel.

Desde que assumiu a pasta na semana passada, o novo secretário Ferreira Pinto já trocou o delegado-geral Maurício Freire e deve anunciar novas mudanças.

A escolha do novo comandante ocorreu em reunião na segunda-feira da qual participaram o governador José Serra, o secretário-chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira Filho, e o secretário da Segurança, Antônio Ferreira Pinto. César foi descartado após o governo analisar seu histórico na PM. O outro nome cogitado era o de Antão, que contava com simpatia no governo por causa de seu trabalho na região oeste de São Paulo e pelo papel no confronto no Palácio.

A decisão foi mantida em sigilo, o que permitiu a outro candidato, coronel Jorge Luis, tentar se viabilizar politicamente. A movimentação anteontem de seu grupo fez com que o anúncio do nome de Camilo fosse adiantado. A escolha de Camilo e o ascensão de Antão mostram que o governo aposta na polícia comunitária, nas ações de inteligência e no planejamento para o combate à criminalidade.

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