Internacional

Obama defende diálogo com Rússia sem abandonar ampliação da Otan

Folhapress
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Washington - O presidente americano, Barack Obama, manifestou, ontem, sua vontade de retomar as relações com a Rússia, mas também defendeu o direito de expansão da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), motivo de irritação para Moscou - que anunciou recentemente o rearmamento de seu Exército como reação.

“Minha administração busca zerar as relações com a Rússia”, disse Obama, que se reuniu na Casa Branca com o secretário-geral da aliança militar, Jaap de Hoop Scheffer.

Contudo, Obama ressaltou que seu governo não pretende abrir mão dos esforços de expansão da Otan. “Faremos isso de maneira coerente com a necessidade de enviar a toda a Europa a mensagem clara, dizendo que nós continuaremos a manter essa convicção central, segundo a qual os países que quiserem e aspirarem a se integrar à Otan devem estar em condições de se unir à Otan.”

Obama falou após conversas na Casa Branca com Scheffer, a respeito da cúpula que marcará os 60 anos da aliança militar ocidental, no mês que vem, na França e Alemanha.

Obama não citou, contudo, qualquer país. Na gestão do antecessor George W. Bush, o apoio dos EUA às aspirações da Geórgia e da Ucrânia a se integrarem à Otan foi um dos grandes motivos de tensão entre Washington e Moscou.

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