Internacional

Netanyahu cita paz e pactua novas colônias

Folhapress
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Tel Aviv - Um dia depois de atrair o Partido Trabalhista e selar a maioria parlamentar necessária para governar Israel, o linha-dura Binyamin Netanyahu, afirmou que irá negociar a paz com a Autoridade Nacional Palestina. Em contraste com a declaração, foi divulgado ontem que ele firmou um acordo secreto para expandir um assentamento israelense num setor estratégico da Cisjordânia.

Os sinais contraditórios refletem a tentativa do líder do Likud (direita) de contemplar agendas de seus principais aliados, na medida em que se prepara para assumir o posto de premiê na próxima semana.

Enquanto o compromisso firmado para contar com o respaldo dos trabalhistas prevê respeito aos acordos de paz firmados anteriormente por Israel, a expansão da colônia é uma das bandeiras do ultradireitista Israel Beitenu.

Em uma conferência sobre economia, Netanyahu afirmou ontem que a paz “é uma meta comum de todos israelenses e seus governos, o que significa que eu negociarei com a Autoridade Palestina pela paz’’.

A seguir, ele voltou a defender a tese de obtenção da paz por meio do desenvolvimento da economia palestina -idéia defendida durante a campanha eleitoral, como contraponto ao tradicional conceito de concessões territoriais, que pautou as tratativas pela paz desde os Acordos de Oslo (1993).

Mais tarde, a rádio do Exército israelense noticiou que Netanyahu concluiu com o líder do Israel Beitenu, Avigdor Liberman, um acordo - verbal e secreto, para não irritar Washington - para expandir assentamentos numa área vizinha de Jerusalém Oriental (árabe).

Há cerca de um ano, a chanceler, Tzipi Livni, e o premiê, Ehud Olmert (ambos do Kadima, que Netanyahu ainda tem esperança em cooptar para sua coalizão governista), trataram da expansão. Eles foram enfáticos ao afirmar que a eventual retomada das colônias na região só aconteceria mediante anuência expressa americana. Os EUA e os palestinos são contra tal expansão, que isolaria o setor oriental de Jerusalém do restante da Cisjordânia.

Israel admite morte de 189 crianças

A Força de Defesa israelense admitiu ontem ter matado 309 civis inocentes, entre eles 189 crianças e jovens com menos de 15 anos, durante a recente ofensiva militar contra o movimento islâmico radical Hamas, na faixa de Gaza. Segundo o Centro Palestino de Direitos Humanos, 1.434 palestinos foram mortos, incluindo 960 civis, 239 policiais e 235 militantes.

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ONG vê provas de crime de guerra em Gaza

Londres - A ONG Human Rights Watch (HRW) publicou relatório ontem em que aponta o uso indiscriminado de fósforo branco em áreas densamente povoadas na operação militar israelense de 22 dias contra o grupo islâmico Hamas na faixa de Gaza.

A entidade citou “provas de crimes de guerra” e cobrou investigação da ONU.

O emprego do agente químico é admitido em regiões sem grandes concentrações populacionais, onde não há risco de produzir queimaduras em civis. O Exército disse ter atuado dentro dos limites das leis internacionais.

A situação nas fronteiras entre Israel e a Faixa de Gaza está “intolerável”, e as restrições às importações ao território palestino precisam ser amenizadas, disse um importante funcionário da Organização da ONU ontem.

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