Esportes

Famílias da região apoiaram o Noroeste contra Tricolor

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 2 min

Atrativos para torcedores na região, os jogos do Noroeste contra times grandes correm risco de serem interrompidos, caso o clube não se mantenha na primeira divisão do Campeonato Paulista. Para apoiar o Alvirrubro, diversas famílias estiveram presentes anteontem no Alfredo de Castilho e, ao contrário do que muitos imaginam, acompanharam o jogo contra o São Paulo do lado noroestino, muitas delas exibindo as cores alvirrubras, com camisetas ou bandeiras.

É o caso da família Pagliaci, que saiu de Pirajuí – a 67 quilômetros de Bauru – especialmente para o jogo. Palmeirense de “criação” e noroestino por “adoção”, o servidor penitenciário Alvaro José Pagliaci levou a esposa Carmem e os filhos Matheus, de 12 anos, e Leonardo, de nove, para engrossar o coro de “avante Noroeste”.

O apito inicial por volta das 22h, sob uma brisa típica do início de outono, não tirou o ânimo dos pirajuienses, acomodada sobre o frio concreto da arquibancada da Vila Pacífico. Um dos mais empolgados, com jogão de bola e estádio lotado, Matheus, o filho mais velho, não esconde o coração “dividido” e vibra com ataques de ambos os lados. “Torço meio a meio, um a um está bom”, diz o garoto, que, ao término do jogo, com vitória tricolor, por 2 a 1, conteve a euforia – denunciada pelo sorriso estampado - após o triunfo de Rogério Ceni e cia.

A família da cidade vizinha também vibrou com as salvadoras defesas de Fernando Vizzotto, que, na opinião de Álvaro, evitaram placar elástico a favor dos visitantes. “O São Paulo não conseguiu uma vitória mais expansiva graças ao goleiro do Noroeste”, analisou Pagliaci, triste com a derrota alvirrubra, mas feliz em compartilhar um jogo ao lado da esposa e crianças. “Valeu a viagem, a molecada gostou muito. Graças a Deus não teve briga, está tudo certo”, comemora o torcedor interiorano, que, diferente da maioria dos freqüentadores de estádio na Capital, ainda pode levar a família para as arquibancadas. “Aqui em Bauru é calmo, o pessoal respeita. Teria receio de ir para os estádios em São Paulo, onde a gente vê violência, principalmente do lado de fora, compara Carmem.

Comentários

Comentários