Regional

Com duas mortes, Piraju traça plano para deter febre amarela

Carlos Demarchi
| Tempo de leitura: 2 min

Piraju - Diante da confirmação de três casos e de duas mortes por febre amarela em Piraju (135 quilômetros de Bauru), a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), apoiada pela prefeitura, montou um plano de ação para exterminar possíveis criadouros de mosquitos: toda a cidade passará pela nebulização.

Uma reunião foi realizada ontem entre o prefeito municipal Francisco Rodrigues (PT), a diretora técnica da Sucen, regional de Sorocaba, Suely Yassumaro, e os chefes de equipes da saúde coletiva do município.

A operação vai durar vários dias e também atingirá pontos da zona rural. As primeiras áreas onde o fumacê começa a ser aplicado são na Vila São Pedro e Tibiriçá, bairros onde moravam duas das vítimas e onde surgiram casos suspeitos. Desde quinta-feira, os pontos mais críticos tiveram intervenção.

A cidade recebeu ontem, aproximadamente, 80 agentes para fazer o arrastão, com a passagem de bombas de inseticidas pela cidade. A recomendação da prefeitura era que os moradores deixassem as casas abertas no momento da visita dos agentes e adotassem como medida a retirada dos lençóis e colchões, além de sair por meia hora com os animais de estimação.

Paralelamente às medidas de combate a possíveis focos de mosquito Aedes, que transmite a doença, uma operação conjunta dos Departamentos de Obras, Fiscalização, Meio Ambiente e Limpeza Pública passou a recolher, com seis caminhões e 20 homens, todo tipo de material inservível. A limpeza coletiva segue nos próximos dias. Três casos foram confirmados, com duas mortes. Um garoto de 14 anos, morador da Vila São Pedro, está internado em Rubião Júnior.

A prefeitura montaria um “quartel general de combate” para sediar os encontros e os planos de trabalho. De acordo com Neide Maria Silvestre, coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Piraju, mais de 90% dos moradores já tinham sido imunizados. Segundo ela, estava sendo feito um “rescaldo” para localizar quem ainda não havia tomado a vacina, que vale por dez anos.

Silvestre apontou que as dificuldades maiores estavam nas regionais de Bauru e Marília. Nesses locais, a vacina estaria sendo negada para as pessoas que viajariam para a cidade turística afetada. A informação foi passada para as regionais. “Há vários casos suspeitos, com sintomas parecidos de dor de cabeça, febre, ardência nos olhos e dores musculares”, explica. “A população não pode jogar lixo na rua. Levamos quatro dias para recolher todos os materiais”, conta.

A expectativa da secretaria de Saúde do Estado é vacinar 370 mil pessoas dos treze municípios da região de risco até o final da campanha.

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