É fato que comer fora de casa facilita muito o dia-a-dia. Não há perda de tempo com o preparo dos alimentos, não há louça para lavar e há muitas opções de pratos. Tantas vantagens fazem com que grande parte das pessoas faça pelo menos uma refeição diária em restaurantes e lanchonetes.
Para a nutricionista Taís Baddo, é aí que “mora o perigo”. “O grande problema da alimentação fora de casa são as opções. Os restaurantes oferecem uma grande variedade de preparações e nem sempre as pessoas conseguem optar apenas pelos pratos saudáveis. Sempre tem um pastelzinho, um bolinho de queijo, um pedaço de lasanha”, diz.
Não é fácil resistir a à tentação de montar pratos somente com alimentos saborosos e gordurosos. “Para quem almoça fora de casa eventualmente, não há problema em pegar uma preparação diferente algumas vezes, mas diariamente é prejudicial. Quanto maior a ingestão de alimentos gordurosos, maior a chance de elevar o colesterol ruim e adquirir sobrepeso”, explica Baddo.
Algumas dicas para controlar os impulsos e ter uma alimentação mais saudável são comer uma fruta cerca de 15 minutos antes de ir almoçar, começar sempre pela salada, não pegar arroz associado com batata nem com massa e escolher carnes sem gordura aparente, sem pele, sem molhos e sem recheios. Um prato ideal deve ter combinações de bom senso, como arroz, feijão, um tipo de carne e legumes cozidos, sempre sem exagerar nas porções. Líquidos não são aconselhados porque dificultam a digestão e a absorção dos nutrientes.
Jantares e almoços em restaurantes em ocasiões especiais são exceções à regra e devem ser desfrutados com mais liberdade. “A alimentação está relacionada ao prazer. Reuniões especiais pedem uma comemoração diferente com preparações que saem da nossa rotina, mas o importante é manter o bom senso e a moderação”, finaliza Baddo.