Bairros

Restaurantes primam pela variedade

Maíra Soares
| Tempo de leitura: 4 min

Tabule, sashimi, feijoada, bachalhau, pão-de-queijo, sanduíche, crepe, churrasco e batata recheada. Estes pratos não representam nem metade das opções oferecidas pelos restaurantes e lanchonetes da zona sul. Tanta variedade só poderia ser explicada pelos proprietários dos estabelecimentos da região.

Para grande parte deles, trata-se da continuidade de negócios familiares iniciados há vários anos. “Já vem de família, minha mãe trabalha com isso há mais de 22 anos. Decidimos continuar e expandir essa tradição”, explica Gustavo Moreira da Cunha, dono de um restaurante que serve comida oriental.

Marco Antonio Sanches Francisco também faz parte deste rol. “Meu pai começou a fazer o lanche em 1973 porque o Ponto Chic tinha fechado em São Paulo e lá era o único lugar que fazia o (sanduíche) bauru de Bauru. Meu pai achou que não devia morrer a receita do lanche e começou a prepará-lo. Eu continuo fazendo a mesma coisa”, diz.

Outros optam por colocar em prática costumes e receitas de seus antepassados. “Escolhi a comida árabe primeiro por achar que são poucas as opções na cidade, e depois por ser descendente deste povo”, conta Michel Halim Chatila, proprietário de um restaurante especializado em pratos árabes.

Há ainda aqueles que decidem investir em produtos pouco explorados na cidade. É o caso de Fernando Swenson, dono de uma creperia. “O crepe é um produto diferenciado, pouco difundido e muito versátil. Além disso, é um produto que não tem na região, até no Brasil tem poucas casas de crepe”, justifica.

O espírito empreendedor é a marca destes personagens e de muitos outros, que fazem da zona sul um lugar especializado em comidas típicas e self-services de qualidade. Confira a seguir algumas opções da região.

O cardápio destes estabelecimentos não se resume a sanduíches. Nos dias de hoje, as lanchonetes oferecem desde pão-de-queijo até pratos executivos e porções. Suas vantagens, além do sabor, são a rapidez do preparo e o pouco desperdício de alimentos. Nelson Borges, dono de lachonete, acredita que acertou na opção. “Escolhemos esse tipo de estabelecimento pela praticidade e pelo fato de não ter perdas. Você só prepara o que é pedido na hora”, diz.

Comida oriental

A culinária oriental envolve o preparo de pratos de vários países: China, Japão, Vietnã, Tailândia, dentre outros. Apesar de cada um destes lugares ter características típicas em sua gastronomia, alguns elementos marcam este tipo de alimentação: leveza, preocupação com a saúde e pratos bem decorados. O molho shoyu e a bebida denominada saquê são acompanhamentos indispensáveis para os apreciadores desta culinária.

Há uma grande preocupação também com o ambiente em que são servidos os pratos. Em geral, estes restaurantes são locais tranqüilos e decorados tematicamente. “O ambiente deve ser agradável. Na decoração nós colocamos a flor de lótus porque é um símbolo de espiritualidade no Japão. Além disso, é uma flor que nasce na água e por isso colocamos uma queda d’água também”, descreve Igor Moreira da Cunha, proprietário de um restaurante de comida asiática.

Comida árabe

Nem só de esfihas e quibes se faz a culinária árabe. O rico universo das especiarias do Oriente é a marca registrada dos pratos. Introduzida no Brasil, principalmente, por imigrantes da Síria e do Líbano, a gastronomia é rica em mistura de carnes e verduras. Dentre os principais alimentos utilizados estão a carne de carneiro, grãos como o trigo e grão-de-bico, verduras e legumes recheados em conserva, frutas e os mais diversos temperos. Para Michel Halim Chatila, a culinária árabe tem muitos atrativos. “A mistura é muito sadia. São cinco mil anos de cultura para chegar a este ponto. As pessoas se alimentam bem sem precisar comer uma comida gordurosa”, ressalta.

Crepe

A origem do crepe é antiga. A primeira receita de que se tem notícia foi encontrada na França, por volta de 1390, em um livro chamado Manger de Paris (Comida Parisiense). É um alimento muito versátil, leve e saudável, cujo sabor define-se pelo recheio.

“Eu tenho que quebrar o paradigma do crepe, que é vê-lo como uma massinha enrolada no palito. Ele é muito mais do que isso, te dá todas as opções de recheio que você tem na pizza, mas você consegue ter uma opção individual”, explica Fernando Swenson.

Comida por quilo

Com cerca de 800 mil estabelecimentos no País, segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), os restaurantes de comida por quilo permitem ao consumidor escolher entre vários pratos de saladas, carnes e massas, pagando apenas pelo consumo. Trata-se de uma excelente opção para quem trabalha fora e deseja pagar pouco e comer bem com praticidade.

“Hoje, as pessoas têm uma vida cheia de compromissos e cozinhar dá uma mão-de-obra grande. O quilo se mostra como um lugar prático, fácil e de qualidade. O público que freqüenta o restaurante é formado na maior parte por profissionais liberais, aposentados e grande parte deles são clientes diários”, conta Fátima Aparecida Montovani, proprietária de um estabelecimento do tipo.

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